22.5.09

Sinjor Repudia Violência

O Sinjor - Sindicato dos Jornalistas do Pará - repudia as agressões sofridas pelos repórteres da TV IVCezal ontem, no conjunto do BASA.

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará repudia os atos de violência e intimidação cometidos contra uma equipe da TV Liberal por um grupo, que se acredita isolado, de moradores do Conjunto do BASA na noite de quarta-feira, 21 de maio.
A equipe, formada pela repórter Mariana Farias,pelo repórter cinematográfico Juraci Rabelo e pelo auxiliar de cinegrafia Natanael Rodrigues fazia uma reportagem sobre o aumento da insegurança dos moradores após a abertura do conjunto quando começou a ser hostilizada por um grupo de moradores.

Na íntegra aqui.

21 comentários:

Anônimo disse...

Não podemos concordar com a violência contra os profissionais de imprensa ou qualquer outro cidadão em nosso País, porem o respeito, a dor e principalmente a sensibilidade da pessoa humana deve ser respeitada , os moradores do Conjunto do Basa , foram brutalmente humilhados , espancados e lesados pela Guarda Municipal a mando de um prefeito falsário e irresponsável , que alem da agressão física e moral que submeteu os morados do referido conjunto ainda quebrou e ocupou com a conivência do judiciário o patrimônio de todos , que não so construíram o muro quebrado e o portão destruído, como compraram do Banco da Amazônia e pavimentaram sua alameda principal , e diante de toda esta situação de humilhação publica estavam sentidos e chocados com os fatos ocorridos naquele dia em que o conjunto completava 40 anos de existência , e infelizmente os trabalhadores de imprensa não tiveram a imparcialidade devida assim como não conseguiram respeitar a sensibilidade de uma comunidade que acabara de sofrer um duro golpe contra seus direitos de cidadãos .

Adir Castro disse...

A verdade é que pessoas ligadas a imprensa, nesse país, já não são mais vistas como aliadas, e sim como pessoas que estão fazendo o trabalho sujo que seus patrões os pagam para fazer.

Perderam a credibilidade até mesmo quando, supostamente, estão querendo ajudar.

Fica parecendo que estão atrás de algo para tirar vantagens com quem governa. Ameaçar de mostrar a "realidade", em troca de vantagens das mais inimagináveis.

A TV globo e suas denúncias contra a máfia do futebol brasileiro, tepos atrás, lhe rendeu os direitos sobre o campeonato brasileiro e libertadores, e creio que mais uma infinidade de vantagens no mundo esportivo brasileiro.

Quem acredita nas boas intenções da imprensa ou de alguém ligado a ela?

Particularmente, um dia quando ainda era ingênuo, acreditei que o jornalismo estivesse a serviço da população. Me enganei. Estão a seus próprios serviços.

Com diz uma música do Raul Seixas: "Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz".

Por que os jornalistas em questão foram agredidos? Será que são os paladinos da verdade?

Jornalista Enize Vidigal disse...

Justificar qualquer ato de violência, contra quem quer que seja, é um absurdo. Lamento os comentários anteriores, especialmente de quem não tem sequer a coragem de assiná-los. Os argumentos relacionados por eles me parecem inconsistentes e irresponsáveis. Pesares.

Jornalista Enize Vidigal

Jornalista Enize Vidigal disse...

Juvêncio, aquele abraço!

Anônimo disse...

Tudo muito bonito, arrazoado bem redigido, mas nada, absolutamente nada justifica gressão física de quaisquer dos lados na querela.
Como disse o representante da OAB, esse problema saiu da esfera administrativa e, hoje, é questão da Justiça.
A frase feita de que decisão judicial não se discute.... se cumpre aplica-se a esse caso.
Não estou aqui opinando a favor da gestão desse prefeito desqualificado, mas apenas focalizando o aspecto legal.

Juvencio de Arruda disse...

Oi Enize...quanto tempo!
A reação dos moradores não deveria ter alcançado os repórteres, é fato.
Lamento que as atitudes criminosas dos jornais - reiteradas e diversas - estejam transbordando para o cotidiano de trabalho do profissional.
Infelizmente não vejo nenhum cenário que não a evolução deste quadro.
Abs e bom trabalho pra vc.

Anônimo disse...

Minha revolta e minhas dores não posso descontar em outros. Uma pessoa foi agredida durante seu trabalho. Seja da imprensa ou não. O motorista do ônibus que passava foi agredido. Não era da imprensa. Meus problemas não justificam que eu va espancar quem não em agrada. Se for assim..estamos na bárbarie. Não há e espero que nunca haja nada que justifique um ato de violência.

Juvencio de Arruda disse...

Vc está correto, das 4:30.
Inclusive quando diz que "assim é na barbárie", sempre invocada como um porvir, mas que na realidade está em nosso caminho de ida ou de volta até nossas casas.
Estamos na barbárie, caro.

Adir Castro disse...

Recentemente tivemos um conflito agrário que figurava algumas pessoas da imprensa como reféns do pessoal do MST.

Investiga daqui, investiga dali, chegaram a conclusão de que a equipe de TV foi "convidada" a está ali dentro da fazenda. Por uma "infeliz" coincidência ou por um excelente faro de notícia, eles estavam lá e cobriram toda a ação.

Ao que parece, a tal equipe de TV nunca foi refém do MST. Surge a pergunta: o que estariam fazendo ali? Pode-se pensar que tudo estava armado, que era uma encenação com script já definido?

Parece também que as investigações pararam, já que não se ouve notícias (no meio jornalístico) sobre o fato.

Nesse caso da agressão no conjunto BASA, com certeza tem duas versões. A do pessoal da TV já sabemos. E a versão do outro lado?

Sempre existe duas versões!

Realmente um erro não justifica outro. Como também a imprensa não é detentora da verdade nem defensora dos fracos e oprimidos.

A mim a imprensa é apenas um empreendimento privado, que como tal visa apenas lucro, mesmo que mostrando e ocultando as verdades que lhes forem convenientes.

E a mim, jornalista é apenas um empregado, que segue ordens do patrão, se quiser continuar no emprego.

Ainda não vi um jornalista independente.

Entendo as defesas apaixonadas: afinal, somos bons em corporativismo.

Anônimo disse...

Então para não ser corporativistas os jornalistas devem aplaudir a atitudes de pessoas que agrediram a equipe da TV Liberal. Ah, e porque é da TV Liberal pode sentar a porrada que não tem problema?

Tem razão aqueles que dizem que estamos caminhando para a barbárie. Vamos lembrar que os trabalhadores que estavam no conjunto não são os donos da emissora e a agressão que fizeram a eles não vai nem sequer resvalar nos Maiorana.

Ah, e antes que lembrem a história da farsa dos reféns, aqueles que pactuaram com essa história, mesmo que para manter o emprego devem responder por isso.

Assim como os criminosos que ontem agrediram a outra equipe também.

Fico preocupado quando vejo a generalização. Nem todo jornalista é mau caráter. Nem também pode-se presumi-los isentos. É necessário analisar situação por situação, levando em consideração, claro, os interesses dos trás de cada fato.

Adir Castro disse...

Como disse antes, entendo as defesas apaixonadas.

Também não lembro de ter feito acepção.

Quanto ao fato dos que se intitulam formadores de opinião não terem credibilidade, isso não sou eu que diz: é um fato comprovado.

O corporativismo não é um privilégio do meio jornalístico, dos formadores de opinião: é de todos os segmentos e setores organizados.

Acabo de lembrar um caso recente: Pimenta da Veiga, jornalista que covardemente atirou na amante.

E a imprensa: psiuuuuu! Silêncio total.

Agressão é violência, sem sombra de dúvida. Os fatos agora precisam ser apurados, com ambos os lados apresentando suas versões para as autoridades competentes.

Mostrar apenas uma versão! Cadê a imparcialidade tão proclamada pelos "profissionais" da imprensa?

Gostaria de ver mostrado também a versão do outro lado, para que eu e todos possam então tirar suas conclusões.

Até lá, fica valendo as conjecturas, que qualquer um pode fazer, até que a verdade venha à tona.

Adir Castro disse...

Corrigindo: A ACEPÇÃO que me refiro é em relação a empresa de comunicação envolvida nesse epsódio.

JOSÉ DE ALENCAR disse...

Porque esperamos, reunidos na praça?
Hoje devem chegar os bárbaros.

Porque reina a indolência no Senado?
Que fazem os senadores, sentados sem legislar?

É porque hoje vão chegar os bárbaros.
Que hão-de fazer os senadores?
Quando chegarem, os bárbaros farão as leis.

Porque se levantou o Imperador tão de madrugada
e que faz sentado à porta da cidade,
no seu trono, solene, levando a coroa?

É porque hoje vão chegar os bárbaros.
E o imperador prepara-se para receber o chefe.
Preparou até um pergaminho para lhe oferecer, onde pôs
muitos títulos e nomes honoríficos.

Porque é que os nossos cônsules, e também os pretores,
hoje saem com togas vermelhas bordadas?
Porquê essas pulseiras com tantos ametistas
e esses anéis com esmeraldas resplandecentes?
Porque empunham hoje bastões tão preciosos
tão trabalhados a prata e ouro?

Hoje vão chegar os bárbaros,
e estas coisas deslumbram os bárbaros.

Porque não vêm, com sempre, os ilustres oradores
a fazer-nos seus discursos, dizendo o que têm para nos dizer?

Hoje vão chegar os bárbaros;
e, a eles, aborrece-os os discursos e a retórica.

E que vem a ser esta repentina inquietação, esta desordem?
(Que caras tão sérias tem hoje o povo.)
Porque é que as ruas e as praças vão ficando vazias
e regressam todos, tão pensativos, a suas casas?

É porque anoiteceu e os bárbaros não vieram.
E da fronteira chegou gente
dizendo que os bárbaros já não vêm.

E agora que será de nós sem bárbaros?
De certo modo, essa gente era uma solução.

Constantino Cavafis

Anônimo disse...

Há a opinião pública...
e
A opinião publicada.

Cássio disse...

Em primeiro ligar, a violência patrocinada contra os jornalistas é injustificável. São trabalhadores e não precisavam sofrer atos de barbárie pura, notadamente por pessoas que deveriam zelar pelo bom senso e pela legitimidade do movimento. A agressão não reflete a postura de todos os moradores, nem do movimento, é claro, mas de pessoas isoladas, conforme se pode perceber nas imagens (elas estavam em forma bruta, portanto, não tinham sido ainda editadas), com indícios de consumo alcóolico (pelo menos o copo de cerveja estava lá). Parabéns so SINJOR pela defesa de seus associados, mas poderia ter tido essa mesma postura quando da covarde agressão de Ronaldo Maiorana ao jornalista Lúcio Flávio Pinto.
Em segundo ligar, parabéns aos moradores do Basa por resistirem a esse ato arbitrário da Prefeitura, que por sinal, aí, há de se reconhecer, está tendo o apoio velado ($) das ORMS e de grande parte da pequena burguesia antipática dessa terra.

Anônimo disse...

Dizer que jornalista só cumpre ordens do patrão não é verdade.
Tomar isso como regra geral é "achismo" de quem nunca pisou numa redação.
Claro que existem aqueles vaquinhas de presépio, que só sabem dizer sim.
Há graça a Deus, no nosso meio, jornalistas, especialmente editores e redatores, que não permitem n enhuma alteração nos seus textos.
Não misturemos os fatos..... esse caso do conjunto do Basa só poderia ter outro desfecho na justiça e nela os moradores não tiveram amparo.
Logo, perderam os privilégios que tinham.

Anônimo disse...

Hein, Cassio pela primeira vez o Falsario está fazendo a coisa certa, tu vens com essa de defender a particularizaçao do espaço público. Eu não vejo a hora de poder atravessar com meu carro aquela bela avenida construida com recurso público e usufruída por poucos em detrrimento de milhares de moradores das ruazinhas paralelas que sofrem com tráfego intenso e de motoristas que têm que dá balão lá na caixa-prego. A violencia de todos os lados é condenável e não se pode que a manifestação dos moradores tenha sido exatamente ordeira e pacífica.

Anônimo disse...

desse episódio, me desperta a curiosidade: a classe média finalmente se sentindo sem-terra, para entender onde dói a pimenta-no-dos-outros.
será que agora, pelo menos os cento e tantos moradores do conjunto do Basa vão entender o que está acontecendo quando alguma manifestação fechar a rua?
será que sendo vítimas do discurso programado da televisão, para mais do que agredir, esses cidadãos serão capazes de questionar o oligopólio dos meios de comunicação?
agredir o trabalhador da tevê é uma barbaridade inominável, mas sendo didática: como não sermos vítimas de barbaridades na barbárie em que trabalhamos e vivemos?

Patricia Nascimento disse...

A crítica de Adir perde credibilidade e se torna superficial quando mostra sua incapacidade de relativização, desrespeitando àqueles que são verdadeiros profissionais do ofício e, como temos visto, por esses meses mais frequentemente, têm seus direitos de perguntar e publicar cerceados.
Concordo com Cássio quando fala da falta de manifestação do Sinjor no caso do, brutal e terrível, episódio sofrido pelo Lúcio Flávio. Aliás, o Lúcio é um dos grandes jornalistas, que torna ilegítimo o comentário de Adir (deverias ler o Jornal Pessoal de vez em quando, Adir), assim como o titular deste blog, que nos permite esse debate construtivo (eu diria).
Por outro lado, discordo de Cássio quando defende os moradores do conjunto do Basa, não só por achar pertinente a desobstrução da rua do conjunto, sobretudo por entender que o bem público deve estar acima do bem particular de uma minoria. Mas por constatar, a partir das declarações dos moradores, que sua argumentação de reivindicação de segurança demonstra uma visão individualista de vida social. Ora, se estão tão indignados com a ineficiência do sistema de segurança pública que deixa todos à mercê de qualquer tipo de violência, insiram-se em movimentos sociais que atuem nessa questão. Acordem para a realidade que grita a todos nós, senão nas esquinas da periferia, nas portas de nossas casas ou nos portões de nossos “condomínios fechados”.
Lutar por justiça social, atuar, contribuir para a construção de uma sociedade mais humana e fraterna podem parecer clichês de religiosos, militantes de movimentos sociais, mas, na verdade, são princípios e valores de pessoas que acreditam que o bem-viver deve existir para todos, não só para alguns.
Por último, é preciso deixar registrado que esse espaço se faz tão expressivo que os debatedores interagem em seus comentários independentemente do post. Isso só é possível graças à maestria do grande Juvêncio Arruda.

Obrigada por isso e parabéns pelo trabalho grandioso que é este blog.
Grande Abraço
Patrícia Nascimento
Graduanda em Letras - UFPA

COLETIVO SOCIALISTA REVOLUCIONÁRIO disse...

PROFESSOR...
AMANHA EM NOME DOS BLOGUEIROS QUE APOIAM OS ORADORES DO BASA ESTAREI VISITANDO AQUELE QUE JA FOI UM CONJUNTO E FALAREI COM O PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES...

PRETENDO COM UM OUTRO GRUPO DE MORADORES QUE TAMBEM SAO AFETADOS PELA ADMINISTRAÇÃO IRRESPONSAVEL DE FRU FRU, OS MORADORES DA DIVISA DO MUNICIPIO COM ANANINDEUA, FAZER UM MEGA PROTESTO CONTRA ESSE IRRESPONSAVEL...

COLETIVO SOCIALISTA REVOLUCIONÁRIO disse...

querido professor...
estive la e tive o przr de reencontrar um grande amigo meu que por lá mora....
nao apenas ele, mais todos estao indignados e com o medo da paz perdida!!!!

dos assaltos e de que as crianças nao possam mais brincar como dantes... fora os idosos que la sao muitos.

a luta sera grande, mais o basa vai voltar pro seu povo se deus quiser!