11.6.08

Vitória

A malandragem venceu no TSE.
Por 4 x 3, a gang dos que adoram roubar recursos públicos vai poder se candidatar, e se vencer, poderá continuar fazendo o que gosta. Agora, com o aval da Justiça.

13 comentários:

Anônimo disse...

...e depois querem acabar com a violência no país, ou melhor, ficam reclamando da violência. Belo exemplo para a geração que espanca domésticas, toca fogo em mendigos e indios, joga filhos pela janela de edifício, belo exemplo!

Anônimo disse...

Luluquefala:
A dupla Jáder e Duciomar cantando no chuveiro:
"QUE FELICIDADE, QUE FELICIDADE !! "
Só não sei se juntos, na mesma ducha...

Anônimo disse...

Não se ouviu barulho de fogos de artifício nas proximidades da residência da família Costa, não?

Bruno Monteiro disse...

Lamentável! 1 x 0 sobre a democracia e a probidade.

Anônimo disse...

A democracia não perdeu nada com esta decisão. Foi decidido que os candidatos a cargo eletivo que respondem a processos criminais, ações de responsabilidade por ato de improbidade ministrativa e ações civis públicas podem se candidatar enquanto não houver decisão transitada em julgado no processo. A decisão, ao meu ver, representa o prestígio não só à legalidade, mas também ao princípio constitucional da presunção de inocência.

Anônimo disse...

Tomara que no Pará se encontre um juiz corajoso e defensor da ética, que impeça o registro da chapa de Duciomar.

Bia disse...

Caro anônimo

você está correto na posição do TSE como defesa da legalidade. O estado democrático de direito pressupõe isto, mas pressupõe também isonomia no acesso aos instrumentos de defesa, coisa que aqui é sonho e fantasia.

Os benefícios da legalidade, porém - coisa impensável no mesmo estado democrático que defendemos -não são amplos, gerais e irrestritos e menos ainda o acesso a eles. São privilégios para poucos.

Os recursos, a infinidade de postergações - todas dentro da lei - permitem a Maluf, Jader e outros permanecerem na vida pública, aposentarem-se como "homens de bem". Permitem até excrescências como passar a fazer parte da "sabedoria" popular o "... rouba, mas faz".

Por isso o voto do Ministro Ayres Brito leva a pensar: na busca de emprego até nome no SPC pode ser impedimento. Numa candidatura, dezenas de processos - muitos postergados à exaustão, para que não haja sentença definitiva - acabam parecendo galardão de político.

Gostaria mesmo, sinceramente, de apenas poder concordar com você.

Um abraço

Juvencio de Arruda disse...

É isso aí, queridona.
Bao.

Anônimo disse...

No caso de prefeitaveis como DUDU e PRIANTE, não precisa transitar em julgado, para concluir que improbidade já virou sobrenome.
Não é possivem que no Brasil, ainda tenhamos espaço para decisões como esta, na contramão do anseio da sociedade!

abraços

FB

Anônimo disse...

no caso da Valéria tb, 8:14, ou vc acha q as lambanças do Dourado não contam? Fala sério!

Raphael Teixeira disse...

Passou raspando! Uma pena, mas Bia disse muito! O fato é que precisamos de uma medida de impacto nas regras do jogo político nacional, e esta ai me parecia irrecusável sob muitos aspectos... não foi!

Anônimo disse...

Se um empregador usa de busca no SPC, Justiça do Trabalho, e outros instrumentos para definir quem vai trabalhar para ele, o faz na esfera de direito privado, esfera de autonomia e liberdade garantido pela Constituição na qual o Poder Público (leia-se, sociedade) só interfere em casos de violações extremas, por exemplo, discriminação de gênero ou racismo.
Na esfera pública, o fato de que nem todos terem o mesmo acesso a advogados e a defesas competentes não vulnera o princípio (sagrado) da presunção da inocência, que só é efetivo e real se valer tanto para o Jáder, como para a Bia. Se passarmos a escolher para quem ele vale, babau, Aliás, quem é que decide quem merece o manto protetor da Lei, e quem não o merece?
O Poder Judiciário é lento em punir, concordo, mas por isso vamos jogar fora o bebê com a água do banho? Vamos é nos mobilizar para que a Lei seja cumprida, e as punições aplicadas e não procurar atalhos interpretativos ou jeitinhos de contornar a legalidade, que hoje podem ser usados contra aqueles de quem não gostamos, mas que amanhã podem ser usados contra nós mesmos. Quem garante que amanhã os poderosos ou uma ditadura não nos proclamem Inimigos do Povo, e aí, "créu ni nós". A lógica do punir quem ainda é apenas réu, revela o ânimo típico das CGI'S da ditadura militar, de triste memória. Mas os mocinhos e mocinhas mais novos, que não viveram aqueles tempos de chumbo, sofrem hoje da tentação autoritária, e não conseguem entender porque tanto cuidado com o devido processo legal.
Mas nós, um tantinho mais "veteranos", temos o dever de testemunhar e combater qualquer tentativa de arbítrio, disfarçada de busca (udenista) de moralidade pública.
E este Aires, ministro "pop" do STF, já está demais, que escolha do Lula, o homem não pode ver um holofote que se acende todo! Estou com o Eros e não abro!!!

Anônimo disse...

não podemos nos esquecer que o mundo é habitado por humanos. aqui na terra não existem anjos.
Juquinha, você já viu algum santo vivo? não podemos nos esquecer que muitos dispositivos legais criados ao longo dos últimos trinta anos, principalmente, o foram com o objetivo de não deixar o cidadão refém de grupos que, ainda que temporariamente, ocupem o poder ou que, ainda que não estejam no poder, tenham o interesse de ocupá-lo ou, ainda, simplesmente não gostem ou não simpatizem com determinados cidadãos e contra eles tentem imputar inverdades. Por exemplo, como explicar promotores que apresentam ações contra membros de determinados grupos políticos como se fossem verdadeiros guardiães do povo e mesmo diante de tantos descalabros não conseguem apresentar uma ação se quer contra outros grupos?É preciso sim que tenhamos dispositivos legais que garantam amplo e irrestrito direito de defesa a qualquer cidadão que venha a ser acusado de qualquer delito. É preciso sim que se respeite o que está, legalmente, estabelecido. Não podemos, sob quaisquer justificativas, permitir que se estabeleçam, novamente, dispositivos que possam servir a interesses limitados a determinadas pessoas, grupos ou governos.
Juca, imagine você com seu espírito combativo, polêmico e vigilante ficar refém de um juiz local e, ápós condenado em primeira instância, sabe lá por quais interesses, você ficar proibido de escrever seu blog ou em qualquer jornal antes que você possa usufruir, por exemplo, de uma maior imparcialidade junto a um Tribunal Federal ou, até mesmo, junto ao Supremo Tribunal Federal?