5.11.08

Enfim

Na Folha de SP, hoje.

A nova secretária de Educação Superior do MEC (Ministério da Educação), Maria Paula Dallari Bucci, 45, cobrará que as universidades tenham um terço dos professores em tempo integral. Quem não cumprir a exigência, o que já deveria ter ocorrido há quatro anos, poderá ser até descredenciado. O presidente da Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), Gabriel Rodrigues, disse ontem que as instituições particulares têm procurado seguir a lei, embora o custo seja alto. Professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), Maria Paula afirma que a fiscalização que resultou no corte de 25 mil vagas de direito será estendida a todas as áreas avaliadas pelo MEC. "Só vai ficar quem tiver qualidade." Formada em direito pela USP, foi procuradora-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e chefe da consultoria jurídica do MEC. Ela substitui Ronaldo Mota a partir de hoje.

5 comentários:

. disse...

Pouco escrota!

Bia disse...

Boa noite, Juca querido:

Essa não é minha seara. Mas, acompanhando desempenhos orçamentários - federal e estadual - sei que a medida tomada pela Secretária seria melhor potencializada se , paralelamente, houvesse gestões para a garantia de recursos para investimento em Ciência e Tecnologia nas regiões onde as Universidades são "deficitárias".

A qualidade que supostamente seria grantida com a medida "presencial" dos professores, tem que ser compatibilizada com os recursos disponíveis para as atividades de ensino, pesquisa e extensão. E devem ser minimizados os investimentos privados, se é que aqui os temos.

E quem diz isso não sou eu. É Toni Verger, do Observatório da Dívida na Globalização, em artigo publicado no Carta Maior, em 22 de abril deste ano.

Diz assim: "... É preciso considerar que as empresas costumam financiar pesquisa aplicada, mas não mostram tanto interesse pela pesquisa básica. Os resultados da pesquisa aplicada podem ser explorados em prazos mais curtos e seus objetivos são, como explicita o nome, a aplicabilidade dos resultados. Em compensação, a pesquisa básica tem como objetivo aprofundar em discussões teóricas e não pode ser instrumentalizada de maneira tão imediata. Contudo, a pesquisa básica é fundamental para o avanço do conhecimento e para a futura criação de nova e melhor pesquisa aplicada.

Para concluir, gostaria de lembrar que o vínculo universidade-sociedade é um dos pilares da universidade moderna e com ele se busca favorecer a extensão do conhecimento universitário para todos os âmbitos da sociedade. Contudo, devido ao aumento do gasto privado nas universidades existe o risco de que o vínculo universidade-sociedade fique restrito ao vínculo da universidade com a empresa privada. Conseqüentemente, a atividade e as funções da academia estariam sendo subordinadas aos objetivos de lucro do mundo dos negócios."

Juvencio de Arruda disse...

É sim, boca...rs
Tava mais do que na hora de alguém botar ordem nesta, desculpe, casa de tolerância. A LDB já tem doze anos e a escumlhambação continua.

Juvencio de Arruda disse...

Queridona, tb não é a minha área de atuação.
Os investimentos privados em C&T, que obedecem à lógica que o autor descreve. Já os investimentos públicos precisam de muita luta política, e um enorme esforço de capacitação de quadros em pesquisa.
As instituições de C&T na Amazonia, à exceção do Museu Goledi, são muito recentes, e só agora começam a se tornar capazes de responder à esses investimentos, ou participar de redes de pesquisas virtuais.
Bjão e boa noite.

Anônimo disse...

A Polícia Federal invadiu o apartamento do delegado Protógens Queiroz, hoje.
Procurem entrar nos blogs nacionais para ler mais detalhes.