2.3.09

Até os 45 do Segundo Tempo

Eram duas da tarde de ontem quando tocou o telefone celular do advogado tributarista Helenilson Pontes, do PMDB santareno. Do outro lado da linha, abespinhado, estava o deputado Antonio Rocha, cacique peeemedebista do oeste paroara. Pediu que Helenilson fosse até sua casa, onde estava reunido todo o comando do partido na Pérola, inclusive o prefeito em exercício, vereador José Maria Tapajós.
Helenilson mal terminou de comer o tucunaré que já esfriava na mesa e correu pra atender o deputado. Foi só chegar e recebeu o convite para substituir o filho do deputado na cabeça da chapa estraçalhada pela investida petista. O PMDB queria saltar fora da coalizão formada para as eleições de outubro e reiterada em fevereiro.
Ofereceram mundos e fundos para Leno, inclusive a possibilidade de trazer para vice o médico Nélio Aguiar (PMN), vice do tucano Alexandre Von.
O tributarista disse não. Nélio diria o mesmo. Pensaram em oferecer a vice para o radialista Pixica, para o ex prefeito Ruy Corrêa, para a vereadora Marcela Tolentino (PDT), para o vereador pastor Reginaldo Campos (PSB).
Depois desse e mais um pouco, o Diabo entrava em cena.
Foi a última tentativa de enfrentar o PT de Everaldo Beiçola Martins, um cão que chupa manga. Junto com outro comedor da fruta, Osmando Figueiredo (PDT), articularam todos os partidos nanicos da coligação e enviaram um recado: topavam sair até sem o PMDB. Aí não teve combate: Zé Antonio Rocha, filho do deputado, foi rebaixado à condição de vice de Inácio Correa, um duro golpe no patrimônio político dos Rocha.
O PMDB saiu com raiva, o PT feliz. O PSOL gostou da refrega. O candidato tucano, enquanto as coisas ainda estavam quentes por lá, desembarcava em Nova Déli por baixo de chuva, certo de quem nela entra é pra se molhar.
Democratas nas eleições da Pérola?
Fala-se cada vez menos neles por lá. Até começar o horário eleitoral, é claro.

11 comentários:

Anônimo disse...

Juca,

Tudo bem que em politica podem couber vários tipos de gêneros, mas cair em contos de ficção cientifica...

abs

Tiberio Alloggio

Juvencio de Arruda disse...

O blog está aberto à sua versão, Italiano.

Abs

joão victor de souza disse...

Aqui na Pérola não ficamos nada satisfeito quando vossa senhoria coloca a alcunha de "BEIÇOLA" no nosso estimado ACM mocorongo.

Juvencio de Arruda disse...

Problema de V. Sa.
Não participo de concursos para Mister Simpatia.

Dayan Serique disse...

Um NÃO histórico

Tive a oportunidade de presenciar um fato histórico, que de certo, não poderia guardar somente para mim, devido sua relevância política e histórica.
Em se tratando de política santarena, onde de tudo acontece, onde pessoas se vendem, cargos se dividem e consciências se corrompem, um educado e sonoro NÃO fez essa viciosa história destoar, principalmente pelos agentes políticos envolvidos.
Há alguns dias atrás o PMDB teve a oportunidade de ter uma candidatura sólida e expressiva através do professor e advogado Helenilson Pontes, mas por receio de ascensão de Helenilson, a cúpula do PMDB preferiu indicar outro nome, na chapa composta até então tendo o PT como vice.
Helenilson se sentindo preterido pela cúpula do PMDB se licenciou do partido e orquestrou a ida de Nélio Aguiar para ser vice de Alexandre Von, dando assim, um duro golpe nos planos do PMDB e PT que contavam como certa a vinda de Helenilson e Nélio por gravidade.
Com as últimas mudanças eleitorais provocadas pela assessoria jurídica do PT, o Partido dos Trabalhadores passou a ter outra postura e exigiu a cabeça de chapa, e o já frágil compromisso com o PMDB ruiu, chegando ao extremo de ser negado até a vice em determinado momento, manobra da velha raposa do PDT Osmando Figueiredo.
Com o pé na bunda recebido e ter ficado isolado, o PMDB mais que depressa, tentou dar o troco no PT tentando lançar candidatura própria e para isso, correram atrás de um nome de credibilidade e chegaram a Helenilson Pontes, que foi convidado para ser candidato a prefeito pelo PMDB, mas de forma educada, porém com gostinho de vitória, por ver ali naquele momento a cúpula do PMDB reconhecer sua liderança política e admitir que o melhor nome era o seu para ser o representante do PMDB nesta eleição.
Diante de tão sedutora proposta, Helenilson Pontes fez o que poucos políticos faria, renunciou o interesse pessoal a manteve a sua palavra empenhada de compromisso com Nélio Aguiar e consequentemente com Alexandre Von, fazendo com que não restassem mais alternativas ao PMDB a não ser de correr atrás e implorasse para ser vice do PT. O casamento do PT com PMDB não foi selado pelo amor como querem transmitir os caciques das legendas, mas pela dor e jogo de interesses.
Já Helenilson Pontes, que poderia ser o primeiro arigó a se candidatar a prefeito, abriu mão dessa possibilidade, por acreditar que política se faz com dignidade e não a busca do poder a qualquer preço.

Dayan Serique - www.faroldotapajos.blogspot.com

Juvencio de Arruda disse...

Obrigado pela participação, Dayan. É a versão que também recebi, de duas fontes de confiança, ambas presentes à reunião.
Continuo aguardando a versão de Tibério Allogio, estudioso e simpático militante beiçolista da Pérola, mas que, de vez em quando,
perde la coscienza e la sapienza.
Normal.
Abs

Anônimo disse...

Juca,

1) Não haverá eleição suplementar em 2009, e as de 2010 estão chegando...
É com um cenário desses que o 98% dos partidos e as coligações escolheram seus candidatos.

2) Os escolhidos foram exatamente os mesmos que já haviam sido ventilados depois da loucura do TSE com Maria do Carmo. Inclusive Inácio Correia (PT) que veio só agora porque antes não podia.

3) As candidaturas atuais são mais um expediente (garantido pela justiça eleitoral) para "agitar", manter vivos, e/ou promover candidatos de olho em 2010.

4) O PMDB mocorongo (até 2010) ERA, É, e SERÁ coadjuvante. Se chegou a ter cabeça de chapa foi devido à conjuntura. Mas logo que o TSE mudou as regras tudo voltou a estaca zero.

5) A única chance do PMDB ter cabeça de chapa era com Zé Maria Tapajós, bem avaliado (fora) na coligação, mas vetado (dentro) pela maioria do seu Partido.

6) Quem conhece um pouco da politica mocoronga, sabe que Helenilson Pontes não teve, não tem, e não terá nenhuma chance de ser candidato MAJORITÁRIO pelo PMDB. No Partido o cearense tem apenas um voto, o dele. E a fila é grande.

7) Balaio de ensaio, jogo de cena, fofocas, e até conto de fada, fazem parte do jogo. Marketing (você deveria saber melhor que eu) é tudo. Obvio que dentro essa conjuntura conturbada não faltou movimentação de "otários", mas essa é uma categoria que em politica nunca vai fazer falta.

Enfim, se olharmos o resultado, veremos que não aconteceu nada, não mudou nada, e tudo continua como antes.

Novidades talvez entre 12 e 20 de Março quando Santarém deverá entrar sim em uma nova conjuntura...mas aí...

Abs

Tiberio Alloggio

Juvencio de Arruda disse...

Fica a sua palavra contra as das minha fontes, como eu esperava.
Mantenho o que postei.
Continue rezando até algum dia entre 12 e 20. Isto vc sabe fazer melhor do que eu.
Isto.
Abs

Anônimo disse...

O que o Tibério não vê é a maneira de como a aliança foi mantida com interferências e ordens lá de cima, porque o PMDB de Santarém não queria mais a aliañça.

Se foi tudo numa boa, porque pela manhã não anunciaram logo a dobradinha invertida. Tiveram de gastar camburões de feijão para segurar a militância no ginásio do carequinha.

Quem vive em coto de fadas é o Tibério que nem saiu da casa é ainda assim quer contestar as versões dos jornalistas.

Mário Carneiro

Anônimo disse...

Caro Mário,

Em politica Balaio de Ensaio vale até um certo ponto, até na hora do "vamos ver".
Como também não vale o "queria" ou "não queria".
O que vale mesmo é o "peso especifico".
O "peso especifico" depende da influencia politica e dos votos.
Se alguem "não queria" coligar dentro da lógica do "peso especifico" mas todo mundo "quis" deve haver uma explicação racional.

Você acredita mesmo que o Dep. Antônio Rocha e o PMDB não tem ciência do que já têm conseguido? Acha que o Deputado sofre de surtos de manias politicas suicidas?

Ou você acredita mesmo que o PMDB, por ter que ficar na Vice teria fechado com a "oposição"?
Ou que não foi sozinho porque Helenilson Pontes não "quis"?

Olha que eu também sou apaixonado de ficção, mas prefiro autores como Isac Asimov e Philip K. Dic ou filmes como Matrix, Blade Runner, etc.

Abs.

Tiberio Alloggio

Dayan Serique disse...

Enquanto um ri o outro chora...

Mesmo com pouca intimidade para posar de candidato a prefeito, Inácio Corrêa já está em Belém fazendo seu book para os cartazes e santinhos que vão estampar o seu rosto e não mais de José Antonio Rocha, que foi substituido graças a truculência petista, pela subserviência e fisiologismo do PMDB.
O material gráfico que tinha José Antonio Rocha como candidato a prefeito está sendo incinerado e os adesivos retirados dos carros, chegando a ser patética a cena.
Ignorando a dor alheia, os marketeiros dão garantia de que Inácio Corrêa vai sair com um belo sorriso, já Antonio Rocha do PMDB...

Dayan Serique - www.faroldotapajos.blogspt.com