8.5.09

O Rabo do Macaco

O deputado Sergio Moraes (PTB-RS), membro da Comisão de Ética da Câmara e relator o caso do deputado Edmar Moreira (DEM-MG) - o safado do castelo - é um indecente, segundo o MPE do Rio Grande do Sul. Já conhecido como o Justo Veríssimo da mansão de Noca federal, Moraes está assim de ações penais no STF.

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Atualizado às 10:31, com esta postagem do blog do Josias sobre este nacional.

O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) falava a sério quando disse que está “se lixando para a opinião pública”.
Ele vem dando de ombros para a sociedade não é de hoje. Responde no STF a uma acusação que resume o seu estilo.
O processo se refere a um episódio ocorrido no final da década de 90. Sérgio Moraes era, então, prefeito da cidade de gaúcha de Santa Cruz do Sul.
Mandou instalar uma linha telefônica da prefeitura na casa do pai dele, que já morreu. O Ministério Público pôs-se a investigar o caso.
Descobriu-se que apropriação privada do aparelho público ganhou contornos de despudorada luxúria.
Dispararam-se do telefone bancado pelas arcas do município ligações até para o disque-
sexo. Telefonemas internacionais.
A denúncia do Ministério Público anota, a certa altura: "[...] O terminal instalado na casa do pai do denunciado foi utilizado para inúmeras ligações particulares...”
“...Inclusive para outros países, tais como Guiné Bissau, Moldova, São Tomé e Príncipe, e números de conhecido conteúdo pornográfico".
O caso subiu ao Supremo depois que, eleito deputado federal, Sérgio Moraes passou a usufruir do famigerado privilégio de foro.
Como se vê, as razões que levam o deputado a inocentar o colega Edmar ‘Castelo’ Moreira (sem partido-MG) são, por assim dizer, sentimentais.
Se os impudentes não forem solidários na indecência, quem haverá de socorrê-los?
O “estou me lixando para a opinião pública” pode ficar como a frase-lema da quadra sem-vergonha que atravessa o Congresso brasileiro.
No futuro, quando a opinião pública quiser contar aos netos como eram cínicos os políticos de antanho, Sérgio Moraes há de ser lembrado.

Um comentário:

Juvencio de Arruda disse...

Xô voador, vai voar patife!