8.5.09

Jornal Tarja Preta

Incapaz de assumir a imoralidade de sua conduta editorial na exibição de corpos dilacerados em seu caderno Sangue, a comandita internacional que jorra no Diário do Pará cobre-os com uma tarja preta a partir da edição de hoje.
No texto da tarja, o jornal sem pudor e sem coragem de reconhecer seus desvios comerciais e danos psicológicos, diz apenas que está sob censura do TJ paroara.
Ótimo. Em poucos dias a proibição será objeto de discussão nas rodas da cidade, acelerando a discussão sobre as razões e fundamentos da proibição e sobre o papel do leitor na relação de consumo com a informação.
Afinal, um salário mínimo por ano pra ver o sangue de terceiros talvez não valha a pena.

20 comentários:

Prof. Alan disse...

Ridículos. Baixos. Atrasados. Reacionários. Paranóides. Politicamente danosos. Moralmente falidos. Socialmente perigosos. Não há outras palavras para descrever nossas pocilgas, Mano Velho.

A não ser as de baixo calão - que casam muito bem com a linha editorial (existe?) das pocilgas...

Anônimo disse...

Os censores adoram uma tarja preta.

Eliene disse...

Quando li o dito jornal hoje de manhã, achei ridículo a colação da tarja preta, coisa de gente leso, estão totalmente errados e querem que as pessoas pensem que eles estão certos. Só aqui em Belém mesmo.

Anônimo disse...

Vou cancelar minha assinatura do Diário, o jornal tarja preta - tipo remédio. Só que, em vez de tratar, esse causa danos psicológicos ao leitor. E efeitos colaterais como náuseas, estupidez, enjoo, alienação, vômito, embrutecimento, cegueira...

Anônimo disse...

Ridícula essa posição do Diário. Nem meu sobrinho de 3 anos faz tamanha tolice. Isso é coisa de muleke birrento, que bate o pé pra comprar um picolé...

Helena Saria disse...

O que o jornal tarja preta está tentando fazer? Se vitimizar diante da proibição judicial? Voltar a opinião pública contra o judiciário, como se liberdade de imprensa tivesse a ver com superexposição (é junto ou separado?)? Não ficou claro pra mim...

Anônimo disse...

A reação do Diário é a prova de que o jornal não sobrevive fazendo jornallismo de qualidade, porque não sabe e tem inúmeras implicações políticas.
É um jornaleco de quinta categoria.

Juvencio de Arruda disse...

Helena, parece que ficou claro pra vc sim...rs
Abs

Anônimo disse...

A Justiça deve enquadrar o jornal tarja preta. Tem que fazer que nem juiz de futebol quando jogador mau-caráter tenta jogar a torcida contra o árbitro. Cartão vermelho pra lambança!

Anônimo disse...

É isso aí anonimo das 2 e 58...rsrsrs...1 abraço Mestre dos Blogs, e Feliz dia das mães,para as que sempre opinam no blog mais lido da cidade...Mediador de Emoção,

Anônimo disse...

Juca: Não sei de sua idade, se vc viveu no tempo da ditadura vc saberia que censura não deveria existir. Toda censura é burra e não deve em hipotese alguma existir.

Anônimo disse...

A Justiça começou censurando o seu blog, depois os jornais de grande circulação, qualquer dia censurarão possivelmente as radios,as televisões e etc. Todos nós deveriamos ser contra a censura, o tempo dela já passou. Censura é censura e não deve existir.

Juvencio de Arruda disse...

Depois do mesmo comentpário em cinco minutos, chega de campanha pro Sangue por aqui.
Comentem nas edições online das pocilgas, que vão se deliciar.

Anônimo disse...

Rapaz... esse pessoal que quer ver corpos dilacerados devem ser todos necrófilos (que tem atração sexual por cadáveres). É a única explicação... ¬¬°

Anônimo disse...

A censura começa assim, censuram os blogs, censuram os jornais. Se ficarmos só olhando estas decisões da justiça certamente estaremos a qualquer momento impedidos de saber a verdade quando o seu autor for um figurão. Não devemos deixar que a censura volte ao estado de direito. A Constituição diz claramente que não deve existir censura no Brasil.

. disse...

E ainda tem gente aque acha que proteger a socidade daquele derrame de sangue é censura...!!!

Peloamordedadá!!!!

Olha, não sei se acho graça ou choro!

Anônimo disse...

É. Vão cantar lá no Hemopa.
Rssssss

Prof. Alan disse...

Aos anônimos defensores do "fim da censura": há muito, mas há muuuuuito tempo mesmo que não se confunde mais "liberdade de expressão" com "eu faço o que bem entendo e dane-se quem não gostar!".

Não é por causa da liberdade de expressão que eu vou aprovar sexo explícito em livro escolar, pornofonia em música infantil...

Querer impor sangue e vísceras a todos, a título de liberdade de expressão, é também uma forma de ditadura. A ditadura da doença, da falta do talento e do mau gosto.

Pensem nisso.

Carlos Barretto disse...

E a ditadura do poder econômico também. Afinal, advinhem quem está por trás destes supostos defensores da "liberdade de expre$$ão".

Anônimo disse...

Acredito que a evolução da democracia se deu pela combinação entre opiniões divergentes. O extremismo, em qualquer lugar do mundo, inclusive no jornalismo, sempre é prejudicial. Sou leitor assíduos de todos os jornais e, por isso, vejo que os jornais tem tentado abandonar o sensacionalismo. Até mesmo o Diário que viveu tempos sanguinários, dá pra ver que antes mesmo desta decisão dava pra ver que tinham posto um limite, principalmente, quando eles se tornaram líder de mercado, em 2004.
Ao contrário de O Liberal que, esquecendo a linha de "O Globo", colocava de vez em quando fotos bizarras, inclusive de suicídios e execuções na capa. Lembro por exemplo da 1ª edição de 2008. O Diário colocou uma criança recém nascida e fogos na capa. Já o Liberal colocou o Sadan Hussein enforcado - que fúnebre para uma primeira edição do ano.

Enfim, um tentou ir para o jornalismo policial ligth para pegar um público mais classe A, e outro regride ao sensasionalismo para tentar recuperar leitores que perdeu garimpando nas classes mais baixas.

Como observador da mídia paraense, acho que um TAC seria a melhor saída. A censura limita a credibilidade das notícias. As pessoas acreditam mais no que veem. Não precisa mostrar a ferida de corpos... a marca das balas.... mas, a cena de um crime faz a notícia e pode até ajudar na solução do crime.

O que há de mais sagrado na nossa sociedade é a Constituição. E os principais vigilantes da população de que as leis desta constituição estão sendo ou não cumpridas é a imprensa policial. Se alguém é acusado de roubo e vai preso. É um fato e precisa ser noticiado. Se alguém morreu ou matou, tb.
Ninguém tem o direito de esconder ou maquiar a verdade, o Estado deve garantir a segurança pública e não está conseguindo fazer o seu trabalho. Por isso, quer esconder as vítimas debaixo do tapete.

A questão é mais do que uma fotinha em um jornal, é que a segurança pública é feita por políticos que só se movem diante de pressão - e não há pressão melhor do que a da opinão pública.
Ela que tem que ficar chocada sim com estas imagens fortes, se revoltar e cobrar estes políticos.

Não é limitando os jornais que o problema acaba. Ele só piora porque tapa os olhos da população.


Ricardo Mourão, mestre em Tecnologias da Informação