12.2.09

Gramáticas da Política Paraense

Quando não por linhas tortas, escreve-se de maneira incerta a política paroara.
Cresce, em quantidade e qualidade, inclusive dentro do governo, o número de observadores que desconfia que por trás da nova coalizão que se formou no Legislativo - PMDB/PSDB - estaria, entre otras cositas mas, um suposto acordo para melar a CPI da Pedofilia, dado o envolvimento cada vez mais certo de políticos ligados às duas legendas.
Ontem, em entrevista para as rádios da capital, a sobrancelhuda Clube inclusive, a governadora Ana Julia foi perguntada sobre o caso de abuso sexual que envolve seu irmão. E voltou a dizer que quer o assunto passado a limpo, doa a quem doer.

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Repousa, no alentado cofre de um político paroara, a cópia do desaparecido B.O. que registra o problemático farraço de quatro parlamentares com menores, num sítio nos arredores da capital, em 2004.
Vai que ele abre o cofre...e um acordo se fecha.

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Olha, o presidente da AL e o presidente da CPI já se manifestaram formalmente ao blog sobre as desconfianças que pairam sobre a Comissão e prometeram cumprir suas missões com correção.
Não precisam voltar a fazê-lo toda vez que uma postagem ou um comentário, em consequência das gramáticas da política, externar o legítimo temor ou a revolta contra a sempre presente ameaça de pizza.
O conjunto da obra da representação parlamentar nesta legislatura justifica amplamente a desconfiança da sociedade, que tem todo o direito de ter muitas, todas as reservas contra a Casa.
Os parlamentares só tem uma, e uma, alternativa: formar seus juízos e elaborar o relatório de acordo com laudos, testemunhos e evidência dos crimes cometidos.
As informações estão nas ruas, o material da CPI é estarrecedor, e nada restará, a não ser a lama, para quem passar a mão na cabeça de marginais, seja quem for e de que partido for.

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Depois de 350 posts nos últimos trinta dias, recorde de produção do Quinta, o blog vai parar até segunda, 16.
Abs a todos.

16 comentários:

Anônimo disse...

Você se refere ao ex governador Simão Jatene que tem a cópia desse BO muito bem guardada.
Só não entendo porque as investigações não foram pra frente quando ele era governador do estado e nada fez para cobrar da sua polícia.
O ex governador nos deve explicações para esse embargo de gaveta, só descoberto agora.
O ex secretário especial de proteção social Manoel Santino entregou pessoalmente nas mãos de Jatene toda a papelada do BO.
Lá constam os nomes de deputados estaduais que na época davam sustentação política na Assembléia ao seu governo.
Uma vergonha !

Anônimo disse...

Pois é, Seu Juca!
Mas as placas tectônicas não param!
Vide DOE de hoje.

ATO DA PRESIDÊNCIA Nº 14/2009

Nomeia membros para as Comissões Permanente de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO), Comissão de Transportes, Comunicação e Obras Públicas (CTCOP), Comissão Permanente de Agricultura,Terras, Indústria e Comércio e Comissão de Educação, Cultura e Saúde (CECS) e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ, no uso das atribuições regimentais e atendendo ao disposto no art. 23, III, a e art. 28, §5º, combinado com o artº. 32, § 2º do Regimento Interno

RESOLVE:

Art. 1º Proceder as seguintes alterações nas Comissões Permanentes da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, na forma abaixo relacionada:

I – O Deputado ADAMOR AIRES (Suplente) será substituído pelo Deputado ARNALDO JORDY, na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO);

II – O Deputado LUIZ AFONSO SEFFER (Titular) será substituído pelo Deputado JÚNIOR HAGE, na Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas (CTCOP);

III – O Deputado AIRTON FALEIRO (Titular) será substituído pelo Deputado CARLOS MARTINS, na Comissão de Agricultura, Terras, Indústria e Comércio.

IV – O Deputado BIRA BARBOSA (Titular) será substituído pela Deputada ANA CUNHA, na Comissão de Educação, Cultura e Saúde (CECS);

V – O Deputado ALEXANDRE VON (Suplente) será substituído pelo Deputado ARNALDO JORDY, na Comissão de Educação, Cultura e Saúde (CECS).

Art. 2º Este Ato entra em vigor na data de sua promulgação.

Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, em 11 de Fevereiro de 2009

Deputado DOMINGOS JUVENIL
Presidente

Abs.,
O Vigiador.

Juvencio de Arruda disse...

Quem se refere ao ex goverandor é vc, das 1:23. Sendo ou não o proprietário do cofre, Jatene e Santino devem explicar por que não investigaram a ocorrência.

Anônimo disse...

Se realmente existe este B.O. e o político o guardou, ele é conivente com o hediondo crime.

Anônimo disse...

Juvaaaa,
Vai não o que será de nós.

RAUL VENTURA disse...

Vai começar cedo o carnaval juvencio?
Parece querer lembrar os nossos bons anos setenta/inicio dos oitenta quando a " terra do já teve " denominava a semana anterior ao carnaval de " semana magra " com a Praça da Republica cheia e os clubes entupidos de folioes etilicamente paramentados e agrupados em blocos foliando-se nos seus famosos " atè o sol raiar ".
Os jovens e respeitaveis senhores de hoje , furões de bailes à época - seja pulando muro do Para Club , ou escondidos na mala dos carros para o Caixaparah ou ainda pelo Rio Guama no caso do Iate , devem gargalhar ao se lembrar do tempo bom e sem compromissos .

Juvencio de Arruda disse...

Olá, Raul.
Que Carnaal que nada...rs
Tempos bons que ja andam longe. Vou terminar o roteiro da dissertação para discutir com o orientador antes do Carnaval, isso sim.
Abs

Anônimo disse...

Juca,
Veja o diz o judiciário sobre a exploração sexual no Marajó:

Judiciário rebate acusações de omissão em casos de exploração de menores que ocorreriam em localidades do Marajó


As poucas ações em tramitação nas Comarcas de Breves e Portel seguem o curso normal dos processos legais e dependem de procedimentos de outras esferas


(09.02.2009-08h00) O Judiciário sempre é citado em matérias sobre crimes de qualquer natureza, como se lhe coubesse a responsabilidade por tudo quanto é problema de violência e segurança que afeta a sociedade. Essa suposição decorre do pouco ou nenhum conhecimento sobre a função desse Poder e quanto ao funcionamento do sistema da Justiça. Ao Judiciário compete receber e acatar, ou não, denúncias, formuladas principalmente através do Ministério Público, que se baseia em autos de inquéritos e investigações produzidos pela área policial.


A celeridade processual depende de fatores e participações independentes da atuação do Judiciário. Depende de uma série de componentes legais, a começar pelo amplo direito de defesa assegurado por lei a acusados. É imprescindível a participação, de representantes do Ministério Público e, no caso de ausência de advogado de partes, da Defensoria Pública, nem sempre ou com a pontualidade possível, dada a insuficiência do número de promotores e defensores em relação ao grande volume de demandas, principalmente nas audiências. Também depende de laudos periciais a que o Instituto Médico Legal não tem condições físicas e técnico-operacionais de fornecer com a celeridade almejada.


Entre os episódios de natureza criminal mais recentes, tem ganho destaque a questão da pedofilia e exploração sexual de menores. Assumindo posturas de apóstolos de causas em que, coincidentemente, se omitem em ações proativas e, frequentemente, até são personagens no pólo passivo, pessoas que se acham autorizadas a vociferar de forma generalizada, não raro até de maneira irresponsável, têm procurado debitar ao Judiciário as origens dessas lamentáveis e condenáveis ocorrências, inclusive com acusações graves e, por isso, suscetíveis de motivarem interpelações e outras ações pertinentes.


Dificilmente, todavia, os denunciantes recorrem aos fatos geradores, que repousam na ausência de políticas públicas, que proporcionem educação, emprego e renda e, assim, evitem que crianças e jovens sejam empurrados para a prostituição e as drogas, especialmente em regiões de maior carência social e proliferação da miséria, de que são exemplos municípios marajoaras, exatamente onde a presença e atuação de movimentos de entidades pastorais e de direitos humanos poderiam ser mais efetivas, como uma das formas de minimizar as situações que acusam.


Relatórios de juízes da região do Marajó, principalmente dos municípios de Portel e Breves, que figuram em todas as acusações de exploração sexual de menores atestam que o Judiciário vem cumprindo o seu papel, anteriormente a quaisquer denúncias ou acusações que tenham sido veiculadas.


Em Breves tramitam apenas três ações referentes à exploração sexual de menores, por sua natureza mantidas sob segredo de justiça. Uma, originada em 2007, está em fase final de instrução processual e com audiência única marcada. Outra, iniciada no segundo semestre de 2008, está aguardando laudos do IML, indispensáveis à instrução do processo mas sempre demorados, pela própria natureza e o acúmulo de atividades daquele órgão pericial. A terceira ação, já de 2009, envolve inúmeros réus, que precisam ser ouvidos, como ouvidas precisarão ser testemunhas de acusação e de defesa. Há réus presos, em caráter cautelar, na forma em que a lei permite. Outros, estão soltos, também nos termos legais, enquanto são apuradas as respectivas culpas. Em Portel, a situação é semelhante, com a pronta atuação da Justiça.


O Judiciário não se considera imune a críticas e sempre esteve aberto aos reclamos e movimentos sociais responsáveis, que possam contribuir para a melhoria da prestação jurisdicional e, naquilo que compete aos juizados, a contribuir para solucionar conflitos e promover a paz social. Mas é necessário que instâncias da outros Poderes também sejam sensibilizados para a realidade social de muitas comunidades, expostas aos vícios e práticas ilegais, pela ausência de assistência de que precisam, inclusive de pessoas e entidades que também deveriam estar preocupadas em obter soluções práticas e objetivas para os problemas que se contentam em, apenas, publicar de maneira que se caracterizam como denúncias vazias. (Texto: Linomar Bahia)

Diógenes Brandão disse...

...num dos cantos da blogsfera...

Thank's So Much !
Este Blog com apenas 26 meses em atividade, revela-se um verdadeiro aprendiz, mas disposto em manter a periodicidade das postagens, mesmo diante da atordoante rotina não-linear que insiste ser a vida de seu poster - ou postador no português brasileiro.

Com alegria, vejo as Falas da Pólis, hoje na 11ª fila dos links preferidos do jornalista Juvêncio Arruda, poster do Quinta Emenda, um dos blogs mais elogiados e badalados do Pará, lido por figurões e figurinhas do país inteiro, o qual conta com centenas de comentaristas e que nesta semana bateu seu próprio recorde de comentários, dada o temor à sempre e perigosa eminência da CPI da Pedofilia da ALEPA acabar em pizza.

Eu, pai da linda e esperta Lorena Brandão, assino esta luta para que doa à quem doer, vejamos todos os canalhas envolvidos - seja por ação ou omissão - julgados e condenados pela justiça, que mesmo que não seja a paraoara, que seja a Brasileira, mas que conheçam o peso da lei, pois segundo a governadora essa não é uma terra sem lei* e sim uma terra de direitos.

* Em reunião com os movimentos sociais do Estado na Estação Gasômetro, a governadora Ana Júlia revelou de onde e como havia tido a sacada da frase que ilustra um dos principais programas de seu governo, o qual seria replica à uma frase de um jornalista de São Paulo, referindo-se ao Estado do Pará, como campeão em injustiça e violência no campo.

Anônimo disse...

Até os bandidos tem Ética, quando o assunto é pedofilia. Experiemta colocar numa cela de cadeia um degenerado desses, que logo, logo, ele vira uma MOÇOILA.
O que choca é saber que para alguns políticos, PEDOFILIA, não conta. É o famoso Vale Tudo.

Anônimo disse...

Anônimo 1:23 PM, suponho que vc tenha provas para garantir a veracidade dessa grave acusação contra o ex governador Simão Jatene.
Se isso é verdade e vc não o faz, lamento, mas vc está sendo tão omisso, conivente e cúmplice quanto o próprio ex governador no caso em questão.
Agora, se suas acusações não tem base para comprovação, sua informação ou denúncia (como queira) merece total descrédito, tendo em vista o tamanho de sua leviandade.

Anônimo disse...

Juca,

Qual é o tema de sua dissertação? e Quem é o seu orientador?

Anônimo disse...

O problema é que a especulação para alguns vale mais do que verdade. Anônimo das 8:30 PM. Também não acredito que um servidor público, esconda um documento da seriedade que é este. Pois, seria tão crápula quanto os que, hipoteticamente, constem neste boletim de ocorrência.

Anônimo disse...

A questão do abuso sexual contra crianças e adolescentes praticado por homens que frequentam as altas rodas desta sociedade hipocrita, remonta a um caldo de cultura que vem da época dos colonizadores contra escravas negras e indias.
Com o tempo as filhas dos pobres trabalhadores foram vistas como lixos humanos, servis a todo tipo de luxuria dos senhores da dita sociedade civilizada.
Não é a toa o abuso sexual feito pelos patrões a empregadas.
Esta sociedade que se diz cristã tolera isso e considera super natural tudo isto.
Desta forma, estes deputados envolvidos acham completamente normal. Afirmam da naturalidade da iniciação sexual cedo das meninas do interior.
Não é de se espantar que em Breves e Portel onde essas meninas vendem o corpo por um prato de comida não haja processos abertos contra exploradores e abusadores.
Os senhores ricos e seus aliados na capital tratam de protegerem-se uns aos outros apelando para a maldita naturalidade.
Era natural com indias e negras, agora é natural com as filhas dos pobres.
E a justiça da classe dominante obviamente que não poderá ter condições de puní-los. Afinal os pobres sequer conseguem constituir um advogado, quanto mais chegar perto de juiz e de um promotor.
O acobertamento do Judiciário aos senhores endinheirados estende-se aos outros poderes constituídos,Legislativo e Executivo.
Esperamos que a governadora, naquilo que depender do cargo que ocupa,seja firme e não permita a impunidade de pedófilos.

Anônimo disse...

O problema é a língua do Jatene...

Anônimo disse...

Essa história do anônimo de uma e vinte e três era recorrente lá no Icuí no governo Jatene.
Eu ouvi pelo menos duas vezes do deputado Wandecolck, na época secretário de estado.