20.2.09

Sem Preconceitos, Com Segurança

Rafaela Alves, leitora do blog, manda por e.mail suas críticas contra a campanha do governo do Pará que recomenda o uso de camisinha nas festas do Carnaval. A frase título da propaganda - " pra entrar na minha tem que usar camisinha" - foi por ela considerada machista e preconceituosa.
O blog publica a reclamação, mas discorda dela.
Pra entrar nela - e nele, obrigado leitor! - só com camisinha mesmo.
Além de muita destreza e carinho, é claro.

34 comentários:

Anônimo disse...

E nele ?
Que preconceito é esse, Juca ?

Juvencio de Arruda disse...

Ooopss..vc tem toda razão!
Vou retificar o post.

Anônimo disse...

É bom mostrar os crescentes números da Aids no Estado pra Rafaela, que sabe ela aceita que tudo é válido, dentro da lei é claro, pra ver se a galera se toca que sexo é bom, é ótimo, mas com segurança.

Abs Juca

Juvencio de Arruda disse...

Isso aí.
Abs

Anônimo disse...

"tudo é válido"? até uma mensagem publicitária do Estado ser preconceituosa? tenho cá minhas dúvidas!

Prof. Alan disse...

Juvencio, Mano velho, eu vou recomendar seu nome para as agências de publicidade que atendem o Ministério da Saúde. Nunca vi ninguém tratar de assunto cuidadoso assim, com bom humor, leveza e sem descambar em nenhum momento pra picardia.

Parabéns pela defesa do uso da camisinha e pela divulgação do assunto!

adelaide disse...

rafaela,

pra entrar em qq parada só com camisinha, baby.as meninas tmb podem usar o termo sem prejuízo de entendimento.afinal a camisinha feminina -que veste as meninas- tá aí pra justificar o termo!as mulheres estão em pé de igualdade com os homens quando o assunto é HIV, infelizmente.!

um carnaval seguro e gostosinho pra todos! eu vou pular nos blocos sem graça e encharcados de chuva de salinas.

bj, rafaela, bjão juca.

Juvencio de Arruda disse...

Das 10:45, antes de tirar suas dúvidas se "tudo é válido" ou, faça considerações sobre o preconceito embutido na campanha. Mas de forma indubitável, por favor.

Diógenes Brandão disse...

Vale lembrar que o preconceito não se omite de quem não lembra que há camisinha feminina, que por mais que não tenha "emplacado" é sem dúvida um ótimos estimulante para os cuecas que encontram uma delas nas bolsas do gênero do século!

Juvencio de Arruda disse...

Parente, obrigado. Se usam o Braúlio, reclama. Se usam "a minha" reclamam. Depois adoecem...e choram.

Juvencio de Arruda disse...

Adê, vc já pula desde que nasceu...rs
Bom Carnaval pra vcs.
Bjs

Bia disse...

Bom dia, Juca querido:

o "para entrar na minha"... foi compreendido com uma limitação que explica a reação da Rafaela.

Vi a peça e nada me incomodou. Tal qual a frase do alemão, na propaganda da Volks - " é nóis...* referindo-se ao "nóis na fita" - a frase é simples.

Todos - uns e umas - usamos habitualmente " vou ficar na minha" ou "vou entrar na sua", ou "que tal você entrar na minha..." que pressupõe nada. Não há na frase alegorias preconceituosas.

Só para quem a lè assim. E daí, concluímos que o fantasma do preconeito rnda mesmo é muitas outras plagas.

Nessa acho que o Governo acertou.

Beijão.

Pinky disse...

Gente, até onde eu sei o "na minha" é comum de vários gêneros.

Juvencio de Arruda disse...

rsrsrs..
E olha que vc sabe muito dessas paradaa aê, né Pinky?

Anônimo disse...

Afinal de contas quem criou a campanha??

já comprei camisinhas e espero entrar em muitas.... festas, e outras cositas mas!

hehehehe

o preconceito tá na cabeça dos fracos e pequenos

Boa Campanha

Parabéns ao Governo e para Agência (seja ela qual for das 8)

Carlos Melo

Anônimo disse...

Jevêncio,

Com todo respeito, essa moça (Rafaela) deve ser do time daquelas feministas chatas que levam tudo ao pé da letra.
A campamha é perfeita. Simples e objetiva. Parabéns aos seus criadores.

Juvencio de Arruda disse...

Estou dispensando grosserias de última, dons Isis. Passe fora daqui!

Anônimo disse...

Carlos, não tenho certeza mais parece que foi a castilho.

que além de de busdoor também foi feito um jingle no melhor estilo marcha de carnaval.

Parabéns aos criativos da castilho.

Raul Oliveira Jr.

Anônimo disse...

Oi Juca,
A campanha é da Castilho Propaganda e tem também ação na Rodoviária, com distribuição de camisinhas e banda de fanfarra tocando o jingle da campanha.
Ponto também para o novo coordenador de DST Aids no Pará: competência de sobra.
beijão
Chris

Juvencio de Arruda disse...

Oi, Chris, obrigado.
Acabo de confirmar com a Secom: a peça é da Castilho, a das 8 que atende a Sespa.

Anônimo disse...

Juca
A Marisa Monte então naquela música linda foi preconceituosa???
"Vc vai estar na minha e vou estar na sua...."
Como diria meu presidente : "menas , gente , menas".

Anônimo disse...

Primo
Deixa eu entrar nesse papo.Sexo é ótimo, faz bem pra cabeça e para a auto-estima. O problema está na hipocrisia. Se colocar a camisinha nele ou nela, se vai entrar na dele ou na dela, qual é a bronca? Eu, por exemplo, gosto de entrar na dela. Mas tem mulher que fala assim para as amigas: "ontem, eu comi o fulano". Todas riem. E aí, qual é o problema? Não vejo machismo, feminismo ou coisa que o valha. O resto é preocupação de moralista de cueca. Ou de calcinha, se preferir.
Carlos Mendes

Anônimo disse...

O debate sobre a linguística feminista, se por um lado ajuda a dirimir preconceitos, por outro constrói na cabeça de alguns de seus defensores um sentimento policialesco. Que, muitas das vezes, deixa ems egundo plano a etimologia das palavras.

Deixemos o policiamento linguístico para outra hora, (ou não, citando Caetano Veloso) e vamos cair na folia que o carnaval se avizinha. COm camisinha sempre, especialmente no sexo casual.

No más, saudações bicolores...

abs

Levi

Anônimo disse...

é, mas a peça nao diz ele, so diz "entrar nela". Pq nela? Ja vi propagandas bem mais criativas e educadoras que ela, caro juvencio.
No meu ponto de vista nao tem nada de educativo nessa campanha, alem de um jingle sem graça. Apoio e incentivo o uso de camisinha, mas o titulo dessa campanha é de muito mau gosto.

Rosinh@ disse...

Acredito que todos devemos nos despir de dos melindres, e nos atermos ao mote da campanha que é usar a camisinha, pois a prevenção é a única arma que temos contra a doença por enquanto.....
Concordo com Levi: Vamos difundir a idéia principal e curtir o carnaval com segurança.
Como enfemeira, sempre faço a apologia do uso da camisinha em quaisquer palestras sobre o tema.
Respeito o posicionamento de Rafaela, mas creio que esse preconceito está mais dentro de nós - muitas vezes camuflado. Versos semelhantes foram usados na Campanha “Sexo seguro é alegria geral”- Carnaval 1996
Letra: (...) Sexo seguro/ O amor é total/ É forte/ É puro/ É alegria geral/ Vira, vira/ Mexe, rola/ E bota a camisinha/ Tem que ser assim/ Pra você entrar na minha...", sendo inclusive tema de artigo de uma publicitária, mestre em Comunicação Social pela UNB....
O importante é saber se a campanha terá o impacto epidemiológico ao qual se propõe, que é a redução da taxa de incidência da doença, bem como a sensibilização a população para o uso do preservativo.

Bom Carnaval a todos, que eu vou hibernar com a família

Juvencio de Arruda disse...

rs..Pra vcs também, Boca e Super.

. disse...

É só falar em sexo que a caixa de comentários enche!!! rsrsrs...
É isso aí!

Todo mundo usando, hein, galera! Seja "na minha", "na sua", "na dela" ou "naquela".

O babado é se proteger!

Bom carnaval pra ti, Juca!!!!!

Flávia Dias disse...

Poooow se o governo não tivesse fazendo nada de campanha, ia todo mundo falar mal. Quando ele faz "inventam" história para falar mal do mesmo jeito. Como estudante de comunicação,vejo que o importante é a transmissão da mensagem, da idéia principal: usar camisinha. Por mais que pra ela e outras pessoas soem com um ar machista, acho que por trás disso tem problemáticas muito maiores: DST e gravidez indesejada.

Cássio de Andrade disse...

Muito bem Flávia, a propaganda é ótima e o mote também. Sendo claro, o "cu" está no masculino e a "bunda", no feminino e são sinônimos. Da mesma forma, o "Bráulio" sendo no masculino pode ser grafado também no feminino (a piroca, a caceta, etc.). A vagina, no feminino, também pode vir no gênero masculino (o xiri, o charque, etc.). Portanto, como alguém (êpa!) aí comentou, tem para todos os gêneros: no meu, no teu, na minha, na tua, e por aí vai. O que não pode deixar de usar é a camisinha (ou o preservativo), onde quiser usar, nele ou nela. Bons tempos do Chacrinha, sem polícia politicamente correta: "Bota a camisinha, bota meu amor, hoje tá chovendo, não vai fazer calor..."

Juvencio de Arruda disse...

rsrs...Putz, Cássio, esse comentário parece ter saído do baú do Nelson Rodrigues....ahahah

Cássio disse...

Rsrsrs.

Anônimo disse...

Marcha Mundial das Mulheres,

Isso é o que eu chamo de testar a política interna com a realidade. Enchovalhadas, com muita razão pelos comentaristas.
Aprendam. Nem o Chico Buarque gosta de feminismo radical (assistam o DVD A Flor da Pele).

Anônimo disse...

Entra e sai entra e sai.. na sua , na minha ... só de camisinha! O Importate é estar seguro. Como diria o pessoal do Pânico"Faça Sexo com segurança, pergunte a Ana Maria Braga" Ponto pra Castilho que conseguiu emplacar uma boa campanha.

Anônimo disse...

Prezado Juvencio, esta é a primeira vez que leio seu blog e antes de mais nada gostaria de parabenizá-lo. As manifestações aqui presentes sobre a campanha da SESPA em parceria com a SECOM e criada pela Castilho são 100% positivas, pois independente de alguns a favor e outros contra ela cumpriu seu papel e transmitiu seu recado: aumentar a discussão sobre o sexo seguro. Só pra esclarecer gostaria como Coordenador do Programa de DST e Aids passar que a campanha foi um sucesso em todo Estado e muito bem aceita e o fato de "entrar na minha" ser interpretado como preconceituoso, lembre que o "minha" se refere (intencionalmente) a todo interpretação: sexo anal (aquilo é feminino), sexo vaginal, na minha onda, e assim vai. Valeu galera e aguardem que o dia da mulher vem aí e pra mostrar que de preconceituoso não temos nada a campanha está belíssima e será lançada na próxima semana. Um beijo a todos e não esqueçam (homens, mulheres, travestis, gays, hetero, cinquentões, jovens, etc): não tem jeito "Pra entrar na minha só de camisinha" ou você correrá o risco de entrar numa fria
Marsola