18.12.08

Que Pena

A pena de censura aplicada ontem, pelo Pleno do TJ paroara, à juíza Rosileide Filomeno, é ilustrativa da cena delicada que protagoniza a justiça estadual. Flagrada em gravações da Operação Rêmora em mais de uma situação indicativa de venda de sentenças, a pena não é e nem pode ser entendida pela sociedade civil como adequada para o comportamento da magistrada.
Por menos, na semana que passou, outro juiz foi aposentado pelo TJ.
A pena imposta à juíza somente a impede de, temporariamente, concorrer ao desembargo, aliás o objeto de sua negociação com os marginais que caíram na dita operação da Policia Federal.
Decerto os patronos da ação recorrerão, a modo de obterem a pena esperada: a exclusão da juíza dos quadros da magistratura paraense.
O CNJ tem muito o que fazer por aqui, mas a população também.

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Outras notícias nada alvissareiras sobre a justiça paraense voce pode ler aqui, no blog do Bogéa.
Em compensação, no site do Tribunal só boas novas. E muitas fotos, claro.

4 comentários:

Anônimo disse...

Que bom será se o judiciario vier a ser subemetido a avaliação popular.
Zózimo

Anônimo disse...

Na época, também disse que não daria em nada. Quase num deu. Deu um "quase nada", que é a mesma coisa.

Anônimo disse...

Justiça paraense: a desembargadora Murrieta rouba e é aposentada, outra vende sentenças e é "censurada" e todo o pleno se coloca no mesmo nível delas. CNJ neles!

Juvencio de Arruda disse...

A desembargadora Murrieta não roubou, furtou.
Não foi unânime a decisão que penalizou a juíza Filomeno.
Mas CNJ neles, sim, por que não?
Quem não deve não teme, e quem eventualmente dever, que pague.