1.2.09

Eu Te Amo, Meu Brasil

Depois de um papo furado básico, à guisa de comando, o tema da redação deste ano da última prova do vestibular da UFPA pedia que o candidato dissesse porque é feliz por ser brasileiro.
Teve neguinho que precisou inverter o que realmente sente, transformando a frustação em felicidade. O tema não deixou alternativa: ou é feliz, ou não passa.
Francamente.

27 comentários:

. disse...

Isso não foi uma pegadinha?

Juvencio de Arruda disse...

rs...acho que foi uma besteirinha mesmo, Boca.

Pinky disse...

ah, gente, os meninos são super treinados pra fazer este tipo de redação... mentem numa boa. =)

adelaide oliveira disse...

lembro do tema de 91.uepa, curso de educação física.aprovadíssima!rs.

"a felicidade está nas pequenas coisas do dia a dia"

dai, que tudo é possível mesmo.

Juvencio de Arruda disse...

Pinky, é verdade. A máquina dos vestibulares é infernal.

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Adê, não sabia dessas suas prendas.

Anônimo disse...

Juca,

realmente... mas a galera mais esperta vai pegar a onda do Fórum Mundial e vai pular a fogueirinha...

Abraço,

Fonte de responsa

Juvencio de Arruda disse...

Olá querida.
Que assim seja. A galera com quem conversei disse que o tema estava legal para os candidatos ao curso de Publicidade, que levam jeito pra enganar trouxa...rs
Maldade.
Abs

Bia disse...

Boa noite, Juca querido:

desta vez, você errou. JUCA errou, qui-nem-qui-a-veja!

Os publicitários não detêm o troféu do engana-que-eu-gosto. Empatam com os médicos, os engenheiros, os administradores, ai!!!os advogados, os arquitetos, os aculistas (falsos ou não), os jornalistas (falsos) e acho que até as bibliotecárias...rsrsrs...

Mas, o tema da prova é de lascar. Não pela impossibilidade de muitos sentirem-se felizes em ser brasileiros, mas por fechar a possibilidade de alguém não o ser, ao menos exclusivamente por esse motivo.

Beijão.

Juvencio de Arruda disse...

rsrs...tá certo então.
Bjão queridona e boa semana, já que vc volta ao trabalho amanhã.

J.BOSCO disse...

Juvêncio,minha filha (Allana) fez esta prova e realmente se identificou não com o tema mas sim com o que tu escrevestes. Abraços.

Juvencio de Arruda disse...

Bos sorte para os nossos filhos -o meu tb fez a prova - não identificados com o conceito de nação...rs
Agradeça à Allana.
Abraços, Jota.

Anônimo disse...

Quando eu fiz, em 92, tinha que elaborar uma narração com "Chuva, mangueira e Nossa Senhora de Nazaré"
Sds azulinas aos trancos e barrancos, a espera de mais um milagre e ansiando pelo RExplay.
O Vigiador.

Juvencio de Arruda disse...

Não havia redação no ano em que fiz o vestibular, 1974.
Amanhã postarei sobre o barranco azulino...eheh
Abs, dr.

Anônimo disse...

Fiz em 74 tb , Juca.
fomos calouros juntos na Ufpa
Abraços
Tadeu

Anônimo disse...

Fale, Juca! Gostei do tema. Quer coisa melhor do que viver nesse país? Aqui, já dizia o poeta, é o único lugar do mundo onde puta tem orgasmo, pobre é de direita, terrorista é refugiado político e ONG é sustentada pelo governo! Quer saber? Isso aqui ainda é um paraíso na Terra. Abraços.
Cap
P.S. Juca, comi uma paella no Carvalho's, lá em Icoaraci, e recomendo. É boa. Grande abraço.

Juvencio de Arruda disse...

rsrs..Cap's são vibradores mesmo...eheh.
Faça o favor de me convidar para a próxima. Convidar e pagar, que Cap's ganham melhor que barnabés comuns como eu.
Abs

Anônimo disse...

Já tá convidado! Quando chegar aí em Gotham City entro em contato para colocar o papo em dia. E não se preocupe. Depois que fundei minha ONG, dinheiro (público, é claro)não é problema. Ehehehehe. Abração Juca.
Cap.

Juvencio de Arruda disse...

Blz...rsrs
Abração, Cap.

Lafayette disse...

Fiz o curso redeção da querida Celeste Proença.

Certa vez ela disse:

-Hoje o tema é livre.

Nos danamos a escrever sobre qualquer coisa. A imaginação correu solta. Teve aluno que escreveu sobre o vestibular, sobre a família, sobre sua última aventura amorosa etc etc.

A Mestra, após a entrega, com um sorriso de canto-de-boca leu rapidamente uma por uma (coisa que ela não fazia, pois deixava para corrigir depois). Longos 5 minutos se passaram.

Como sobre a mesinha a última redação. Levantou e começou a nos ensinar sobre ter atenção sobre o que se vê e se escuta.

De que, na vida, como no vestibular, as "pegadinhas" podem se transformar em grandes problemas a serem resolvidos, etc etc etc.

Disse que todos erraram acerca do foco do tema proposto, pois, o tema era "LIVRE".

Mestra é mestra!

Já se passaram quase 20 anos, e essa aula eu não esqueço.

Cássio de Andrade disse...

Juvêncio, a criatividade e o espírito crítico, são armas indispensáveis para contradizer o dito e/ou esmiuçar o não-dito. Por que se é feliz em ser brasileiro? Por várias razões, inclusive pela liberdade de não se sentir feliz, mas ter o discernimento em negar, sem medo de ser feliz ou errar. Em toda afirmação reside uma negação, ainda que aparentemente hermética. A rigor, o tema da redação, somente solicita uma reflexão diante de pesquisa recentemente mensurada acerca do grau de felicidade dos brasileiros. São os dados mensurados que afirmam o quanto os brasileiros se sentem felizes, não o candidato, por isso cabe ao mesmo, concordar ou não. Se o candidato inverte seu sentimento e sua capacidade crítica, não sabe discernir e até redigir o que reflete, portanto, não merece entrar na academia. Isso não é pegadinha, mas exercício de avaliação crítica diante de um dado do cotidiano recomendável como avaliação pelos parâmetros curriculares nacionais.

Juvencio de Arruda disse...

O comando da redação ( vc leu?) não dava margem a riscos.
Não acho inteligente arriscar um ano de investimentos, sacrifícios e expectativas na "interpretação" subjetiva do comando.
Quanto aos números da felicidade do povo brasileiro, arrisco atribuir à sua inexperiência - e do responsável pelo tema - na pesquisa de opinião.
Não é fácil admitir a infelicidade.
Por fim, dileto azulino, a inversão de sentimentos pra enfrentar uma situação adversa não elimina a capacidade crítica, senão o contrário.
Vestibular não é um espaço ser disputado "sem medo de ser feliz"

Edyr Augusto disse...

Amigo Lafayette
Obrigado pela lembrança de minha mãe, que continua, firme e forte, aos 86 anos, dando suas aulas de Redação.
Abs
Edyr

Lafayette disse...

"...de Redação" e de vida, meu caro Edyr, e de vida!

As aulas da Mestra sempre ensinam algo sobre a vida, basta parar para escutá-la.

Anônimo disse...

Lamentável. A UFPa contrata os maiores doutores para fazer um prova linda e maravilhosa, e depois um funcionário dela fica fazendo piada como faz os piores jornais de esquina para destruir a nossa querida universidade.

Juvencio de Arruda disse...

A nossa querida universidade é destruída quanto se mostra recalcitrante à crítica, classicando-a como piada.
Ou quando seus membros - docentes, funcionários ou alunos - tem que alienar suas consciências junto com seu trabalho.
Há outras críticas que, por falta de tempo, deixei de fazer, como a prova de Filosofia da 1ª fase, tão equivocada quanto a concordância verbal e o mérito de sua grosseira comparação.
Infelizmente os jornais de esquina não sabem criticar a UFPA, prova-o sua reação.
Ao assacar as mais torpes denúncias contra ela e seus membros, os jornais de esquina entorpecem a capacidade de discernimento de alguns de seus membros, como se vê em seu comentário.
Por fim, quero lhe dizer que tenho orgulho de ser funcionário (cedido) da UFPA, mas não posso dizer o mesmo de alguns doutores.

Cássio disse...

Antes de me chamar de inexperiente, tipo de ofensa que não costumo fazer a você, seria interessante pesquisar sobre pesquisa internacional de mercado realizada pela GFK NOP no segundo semestre do ano passado. Saudações.

Juvencio de Arruda disse...

Bem, não imagnei que supor sua inexperiência em pesquisas de opinião fosse ofendê-lo.
Ainda assim, aceite minhas desculpas.
Há oito anos trabalhando com pesquisas de opinião pública, principalmente qualitativas - com formação na melhor centro de estudos de opinião pública da América Latina, o IUPERJ - aprendi, como dito, que não é fácil admitir a infelicidade, principalmente numa pesquisa quantitativa, onde a rapidez e a impessoalidade da entrevista dificultam a resposta sincera sobre temas mais íntimos e delicados.
Se os resultados apresentados por este instituto que vc cita, que suponho que estejam neste link ( http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=3691623&canal=158)foram obtidos, ao que tudo indica por uma sondagem quantitativa, e dentro de uma pesquisa de mercado, e não de OPP, como resumimos a sigla de Opinião Pública e Política, chamo sua tenção para as informações finais da mesma pesquisa.
Veja, ao final do texto,a menção aos 29% que se declaram infelizes o fazem porque o fazem: se encontram nos grupos que recebem os mais baixos salários ou estão desempregados. Ora, na soma desses dois grupos encontramos a esmagadora maioria da população brasileira que, insisto, não é siceramente feliz.
Cássio, a pesquisa de OPP exige treinamento, experiência e frieza na análise dos dados.
Por isso, com todo o respeito, pode ficar enviezada quando analisada apenas pelo que aparenta.
Renovo minhas desculpas, e retribuo suas saudações.