10.12.08

O Dia D do Deputado

No blog da Franssinete Florenzano, como se explode um deputado.

A deputada Bernadete Ten Caten, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alepa, vai entregar nesta quinta-feira, dia da instalação da CPI de combate à pedofilia, documento do Ministério Público denunciando um deputado estadual do Pará.

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E sob o título O Corvo, escreve o blog Página Crítica.

Um deputado estadual suspeito de molestar crianças. Um pedófilo em pleno Palácio da Cabanagem. E... nada, absolutamente nada acontece. Uma semana após a denúncia filtrada pela principal coluna de opinião do jornal da família Barbalho - o Diário do Pará - e reina o silêncio. Aquele silêncio muito próximo da estupidez, como nos ensina e alerta a Proclamação de La Paz, desde os idos de 1809 e recolhida por Eduardo Galeano, na epígrafe das Veias Abertas da América Latina.
Quem será este parlamentar, que desonra seu mandato e conspurca a Casa que, em tese e só em tese, representa a vontade soberana dos paraenses? Quando é que seu rosto sairá das sombras, desvelando finalmente uma história recheada de pus e sangue?
Nem todo o silêncio, mesmo que supostamente imposto para preservar as vítimas e a presunção de inocência dos acusados, pode durar para sempre.
Mais cedo ou mais tarde, pouco importa, chegará o dia em que o nome do indivíduo será conhecido. Suas vestes, hoje cobertas por uma aparente capa de alvura - seria um jaleco? - aparecerão como de fato são: sujas, marcadas para sempre por uma podridão que já não pode ser varrida para baixo do tapete.

22 comentários:

Anônimo disse...

Jaleco... sigam o jaleco!!!

JDS autêntica disse...

ESCÂNDALO NO PROJOVEM DO PARÁ

NÃO EXISTE CONCEITO NO DIREITO PENAL PARA DESCREVER UM ABSURDO DESSES AÍ EM BAIXO

NEM UM ALUGUEL NO ATALANTA CUSTA 10.500 MENSAIS NÉ NÃO LULU?

JÁ DISSE UMA VEZ E VOU REPETIR: DÁ CPI COM CONSEQUENCIA GRAVE A ÁREA DE JUVENTUDE DO GOVERNO ANA JÚLIA!

DIÁRIO OFICIAL Nº. 31313 de 09/12/2008
GABINETE DA GOVERNADORA
CASA CIVIL
EXTRATO DE CONTRATO
Nº CONTRATO: 030/2008-CCG
MODALIDADE DE LICITAÇÃO: Dispensa de Licitação nº 39/2008-CCG
PARTES: Casa Civil da Governadoria e Carlos Zoghbi Empreendimentos Ltda.
OBJETO: Locação de imóvel urbano para fins não residenciais situado na Avenida Gentil Bittencourt, nº 694, onde funcionará unidade do PROJOVEM Urbano.
VIGÊNCIA: 28/11/2008 a 27/11/2009
VALOR: R$126.000,00
DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA: 11105.08.224.1245.4904 / 33.90.39
FONTE DE RECURSO: 0101
FORO: Belém - Pará
DATA DA ASSINATURA: 28/11/2008
ORDENADOR RESPONSÁVEL: Jorge Luiz Guimarães Panzera
ENDEREÇO DO CONTRATADO E CEP: Av. Nazaré, nº 671 ap.: 1001

Alan Lemos disse...

ten Caten está com uma verdadeira bomba nas mãos, então.

Só lembrando que o parlamento paraense tem 7 mulheres e 34 homens.

Façam suas apostas: a chance de acerto é de 1 para 34 (cerca de 3%) - já se estudarmos o passado de cada parlamentar, esse percentual pode variar de um para outro, sem querer ser preconceituoso.

Anônimo disse...

A Perereca arregaça hoje. Leiam lá.

Anônimo disse...

Se fé, tens, a verdade aparecerá

Juvencio de Arruda disse...

Comentaristas do Quinta, amigos ou desconhecidos: não vou moderar nenhum comentário que decline o nome de quem quer que seja enquanto não for apresentada a denúncia pelo MP.

Lafayette disse...

Mas, juva, sobre isto é que me bate a dúvida, em parte.

Mais, ou tão qual, ou quase, é irrespondabilidade declinar nome ou nomes, para estes casos, também dizer "Um deputado estadual suspeito", "denunciando um deputado", o é?

Se for matéria jornalística, o jornalista não estaria protegido ao declinar o fato jornalístico ao declinar o nome?

??????

Juvencio de Arruda disse...

Bem, Lafayette, vc é adv e pode tirar suas conclusões jurídicas. Quanto à publicação do nome do investigado, minha posição está aí em cima.
Quanto a divulgação da existência do processo, estou de acordo.
E quanto a não declinação do nome do suposto denunciado, não me parece que ponha sob suspeita toda a AL.

Lafayette disse...

As conclusões jurídicas as tenho, mas as jornalísticas, não.

Você, como não é jornalista, age certo quando diz que só depois de apresentada a denúncia pelo MP, autorizará comentários, ou linkará, que contenham o nome.

Mas falo daqueles que são jornalistas e, em matéria jornalística, apenas, dizem "um deputado". Inclusive em artigo veiculado em jornal.

Nuca vi ou li o LFP escrever assim. Dar nome aos bois, em matéria jornalística, deveria ser regra, pois, aí sim, digo que, em conclusão jurídica, que o atingidos pelo gênero, podem cobrar o dano produzido pela sombra da dúvida.

Anônimo disse...

Mas o processo já está a tempos MP. Em segredo de justiça e a criança está sob proteção a testemunha.

Juvencio de Arruda disse...

Mais uma razão a justificar a não publicação do nome do suposto pervertido sexual. E que venha a CPI pra arrombar a festa.

Hiroshi Bogéa disse...

Se uma fonte idônea da AL me passar o nome do monstrengo, independente do MP ter ou não oferecido a denúncia à CPI, eu publico. Essa mensagem cifrada da expressão "jaleco" solta pelo Espaço Aberto, é uma insinuação? Dos deputados, quem usa jaleco? Hein?
Abs

PS- nessa altura do campeonato, dentro da AL todo mundo já deve saber de quem se trata, e nós da imprensa, ainda não.
É o fim!!!

Juvencio de Arruda disse...

rs..Na AL tá assim de fontes idôneas, Bogéa.
Abs

Anônimo disse...

Respeite a ALEPA, Juvencio.Voce ainda tem crédito por lá, apesar da classe de jornalistas e blogueiros " tá assim " de picaretas.

Hiroshi Bogéa disse...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, essa a melhor do dia.
rsrsrsr
Abs


Ah, Juva, é verdade que ele gosta de andar pelo Sul do Pará? Se for verdade, vou avisar aos pais das criancinhas que o seu Lobo continua solto. rsrsrsr

Juvencio de Arruda disse...

Ô das 1:59, eu repeito sim as minhas fontes da Alepa. E repito: tá assim delas por lá.
Se duvidar é só procurar pelos dementidos, nos arquivos do blog, sobre o que publiquei sobre o Poder. Não vai encontrar.
Não tenho certeza se a Alepa dispensa o mesmo respeito aos paraenses - é só olhar os "desmentidos" nos autos de processos contra vários senhores e senhoras que por lá orbitam - e nem estou interesado em ter créditos por lá.

Simone Romero disse...

Sem querer invadir uma área que, definitivamente, não domino, mas apenas para lembrar, um dos avanços democráticos da Constituição de 1988 foi a inclusão do princípio da presunção de inocência. Uma garantia tão importante que foi incorporada ao novo Código de Ética dos Jornalistas. Então, é coerente que não haja a divulgação do nome do envolvido, principalmente em se tratando de um crime tão hediondo, antes que haja uma denúncia formal e pública.

O que é incoerente é a verdadeira operação "abafa" - pior e mais nojento exemplo de corporativismo - montada dentro da Assembléia Legislativa para varrer a história para debaixo do tapete, após a publicação da nota no blog da Franssinete.

As pressões são fortes tanto sobre a jornalista quanto sobre a Comissão de Direitos Humanos que, pelo que soube, está cedendo às forças internas - me corrijam se estiver errada. A lógica se inverteu na nossa "Casa de Leis". Os que denunciam são tratados como se fossem os culpados. Presunção de inocência não deve servir como abrigo para assegurar a impunidade para um crime tão odioso.

Nesse ponto, admiro a coragem da Ana Célia Pinheiro. Ela está dando uma lição a todos nós, mostrando que cidadania se faz, também, exercendo o nosso direito de pressão e cobrando das instituições públicas a apuração de denúncias.

Penso que está na hora de os cidadãos e de suas entidades representantivas tomarem um atitude. É preciso ir para dentro da Assembléia e exigir que a denúncia de pedofilia seja apurada. Exigir a perda de mandato para o deputado, caso ele seja considerado culpado.

Esclarecer de vez esse assunto é dever da Assembléia para os eleitores do Pará. Não é mais aceitável que um crime tão grave seja acobertado e tratado com comentários a meia-voz nos corredores do parlamento.

Juvencio de Arruda disse...

Simone, obrigado pelas informações aos leitores do blog. Concordo inteiramente com suas ponderações, e acho que a deputada ten Caten não tem saída: ou cumpre o que prometeu ou vai levar a devida apreciação da opinião pública. Como é possivel explicar que a presdiente da Comissão de DH da Assembléia ceda a tal vileza?
Bjs pra vc.

Lafayette disse...

Continuo achando que, falar "tem deputado...", "um deputado...", e tal, é tão igual danoso que declinar o dito, e ele for inocente.

Mas, se corre em segredo de justiça, aí já é outro papo.

Anônimo disse...

Nessa discussão estéril(quem é o fulano), o que existe,também,caro juvêncio, é muita leviandade de pessoas que não conhecem da história e muito menos sabem se existe processo, e começam a propalar e propagandear fatos inverossímeis.Na verdade,pouco respeito se vê,inclusive,de alguns que se dizem jornalistas,e,por puro sadismo,criam sensacionalismo e versões sobre condutas e comportamentos de pessoas que nem sequer conhecem ou investigaram.
É lamentável a carnificina que se faz da honra alheia. Tenho dito.

Juvencio de Arruda disse...

Caro anônimo: a discussão não é estéril, o processo existe, e os fatos, lamentavelmente, são verossímeis. O sadismo está no crime cometido, que não provém de uma pessoa com honra. Não é preciso investigar ou conhecer uma pessoa. Basta que as autoridades competentes o façam. E o fizeram.
Na verdade, pouco se vê de respeito nas pessoas que tentam calar as denúncias, e carnificinam a vivência mais sadia da sociedade.

Anônimo disse...

Já virou moda no Brasil aqueles que trabalham na imprensa acharem que podem sair por ai condenando as pessoas.É o cúmulo.