23.4.09

Com Todas as Letras

Trecho do diálogo entre o presidente do STF Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa, o segundo dirigindo-se ao primeiro:

Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço...V. Excia está na mídia, destruindo a credibilidade da Justiça neste país.

Tem muito mais aqui.

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Pouco depois, todos os ministros presentes à sessão, menos os contendores e Ellen Gracie, no exterior, assinaram uma nota de apoio à Gilmar Mendes, que pediu um voto de repúdio ao ministro Barbosa. Os demais integrantes da corte não concordaram. A nota, com apenas três linhas, diz o mínimo depois de três horas e meia de reunião. Ouvido pelo Globo, o presidente nacional da OAB, Cesar Britto classificou a discussão pública como de caráter pessoal, e que contribue para aumentar a desconfiança do brasileiro em relação ao Judiciário. Embora a discussão, em sua origem, não seja de caráter pessoal, serve para consolidar a desconfiança que a sociedade, atolada pelos fatos, tem do judiciário. E Gilmar, devagar e sempre, resume cada vez mais essa desconfiança.

5 comentários:

Simone Romero disse...

Olá Juvêncio

Olha, independente das questões de decoro,o ministro Joaquim Barbosa falou aquilo de todo mundo gostaria de dizer ao presidente do Supremo.

Achei ótimo!

Anônimo disse...

Nada Justifica o comportamento do ministro Joaquim Barbosa, até porque, de santo ele não tem nada.

Juvencio de Arruda disse...

Oi Simone, bom dia.
Vc disse tudo. Nunca dantes na história deste país um presidente do STF precisou de nota de apoio dos colegas.
Abs

Anônimo disse...

Juvencio,sou pouco letrado em materia de direito,mas acompanho sempre as decisoes do senhor Gilmar Mendes.É uma especie de bode expiatorio do Daniel Dantas

Anônimo disse...

Se, em 3 horas de debates, nossos doutos ministros saíram com uma nota de 3 linhas, não creio que possamos interpretar a presença de quase todos no gabinete do presidente da corte como um ato de solidariedade. Afinal, todos sabem o quanto são prolixos os ministros, e o quanto gostam de escrever, vide os seus votos.

Creio que nestas três horas e meia eles falaram muito do que sussuram sobre Gilmar, mas na sua cara. Quem sabe o supremo ministro se toque. Ou, não, como diria Caetano Veloso.

Levi Menezes