26.4.09

Criatividade

Ligou-me, uma hora atrás, um amigo do sul do Pará.
Cabra influente, bem informado, que está em todas.
Disse que o repórter Victor Haor, da TV IVCezal, que confessou à Polícia que cumpria ordens da chefe de reportagem da emissora, Leni Sampaio, é um rapaz sério.
Não duvido, principalmente depois da confissão.
Disse que tem informações que o repórter Ednaldo Souza, do jornal Opinião, às vezes sai para cobrir matérias sobre a questão agrária no carro do MST.
Não duvido. Ednaldo, então, não erra pela primeira vez.
Por fim, admitiu com todas as letras que não houve cárcere privado coisa nenhuma no conflito em Xinguara. Sobre a marmorta do "escudo humano", inovou.
"Não houve o escudo humano clássico, Juca", disse o amigo, "daqueles de arma na cabeça".
Muito criativo, o MST deve ter inventado o "escudo humano contemporâneo"...rs
Ficamos de conversar aqui na capital, na próxima semana.
Até lá, as emendas se sucedem, todas piores do que o soneto.

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Veja outra emenda da farsa aqui.
E denúncias de novas presenças na cena do conflito aqui.

18 comentários:

Maria Aparecida disse...

Dava para perceber a "forçação de barra"da Globo e sua afiliada, a Tv Liberal. Ambas estão sempre à serviço da elite e tentaram criar um fato que indgnasse a opinião pública brasileira a fim de colocá-la contra as movimentos sociais. Por isso que a cada dia o percentual de audiência da duas caem já que estão ficando desacreditadas perante todos. E esse repórter, que se presta a esse tipo de situação, tornando-se indigno de sua profissão que exerce. Por isso que eu prefiro assistir aos noticiários de outros veículos.
Maria Aparecida

Itajaí de Albuquerque disse...

O segundo link não abriu.

Juvencio de Arruda disse...

Já está ok, caríssimo,obrigado.

Itajaí de Albuquerque disse...

Definitivamente, cumpadi. É hora de criar um gabinete de crite para o assunto, antes que seja tarde demais.

Itajaí de Albuquerque disse...

digo, crise.

Juvencio de Arruda disse...

Sim, cumpadi.
Abs

Maria Aparecida disse...

Esqueci de parabenizar você, Juvêncio, pela forma corajosa com que trata assuntos tão delicados. Quem quer a verdade não deve ler, assistir ou ouvir qualquer veículo do grupo Liberal. DEVE VISISTAR SEU BLOG! Parabéns, de novo!
P.S. Esses caras, os Maioranas e afins devem estar muito "p"como vc.

Juvencio de Arruda disse...

Nem se incomode com isso, Maria Aparecida, mas muito obrigado.
Não sei se eles lêem o blog os seus xerimbabos o fazem.
Abs

Carlos Barretto disse...

Haja "xerimbabo" pra tudo que é lado.
Rssss

Juvencio de Arruda disse...

No ar, no mar, em terra...eheh
Abs, mosqueirense.

Anônimo disse...

ISTO É - pag 89
"No sábado 18, soubemos que os sem terra teriam se apropriado de um caminhão da Agropecuária Santa Bárbara e feito o motorista refém. Teriam tentado invadir a sede da fazenda pela manhã, sem sucesso. resolvemos ir ao local em voo fretado pela Santa Bárbara. Fomos eu, o Edinaldo Souza, do jornal Opinião, o João Freitas da TV livre, e o Felipe Almeida, repórter cinematográfico da TV Liberal Marabá. Chegando lá, falamos com o motorista que confirmou o sequestro. O caminhão foi abandonado na mata.
Quando retornávamos para a sede da fazenda vimos os sem terra na estrada. Estavam bastante exaltados. Gritavam palavras de ordem soltando rojões. Tentaram tomar o equipamento do Felipe e pegaram a câmera de outro jornalista.Mandaram o Felipe, o Edinaldo e o João seguirem na frente do grupo. Eu fiquei logo atrás com o segundo grupo dos sem terra. Um deles trazia uma espingarda e eu sabia que os seguranças da fazenda também estavam armados. Marchavam com determinação e nós lá no meio. Ficamos ali como escudos humanos . Quando chegamos perto da porteira, os sem terra pularam e avançaram num Fiat Uno dos funcionários. Viraram o carro, quebraram tudo. Outros avançaram contra os seguranças. O Felipe já tinha ultrapassado a cerca e eu estava próximo a um curral quando começou o tiroteio.
Corri para me proteger, com o microfone levantado para mostrar que era jornalista. O tiroteio durou de oito a dez minutos. Temi pela minha vida e do Felipe que ficou no centro do confronto. Quando tudo parou, ouvimos gritos dos feridos. Havia corpos no chão. Vi o índio ( e sem terra Waldeci Nunes), que estava ferido e gritava muito. Vi também o segurança baleado. Fomos até a pista de pouso. O primeiro avião saiu com o segurança ferido, o índio, o felipe e outro segurança. Depois saiu um outro avião menor, com dois sem terra presos pelos seguranças.
Eu, o Edinaldo e o João passamos a noite na fazenda. A polícia só chegou de madrugada".
Victor Haôr, repórter da TV LIBERAL de Marabá.

Juvencio de Arruda disse...

Veja só o processo de produção da informação: a edição da QuantoÉ já chegou às bancas caduca.
Mande-nos, se possível, a confissão do repórter ao delegado de Marabá.
Obrigado por sua colaboração.

Anônimo disse...

E nada sobre o "massacre" de Santarém?

Anônimo disse...

Ei Juvêncio, passa lá no Perereca da vizinha, vc estva certo quando puxou o debate sobre a ética da turma das redações que trabalham fazendo assessoria de imprensa para políticos, Universidades e etc....

Anônimo disse...

hoje, 27/04, no jornal da rádio cultura ainda falam de confronto armado entre sem-terras e seguranças da fazenda (foices contra escopetas e 9mm) e dos jornalistas que foram usados como escudo humano, a grande imprensa ainda se nega a desmentir os fatos, inclusive a imprensa do governo do estado

Prof. Alan disse...

Juvencio, Mano Velho, o que parece ainda não ter sido notado pela grande mídia é a velocidade e a disseminação da informação. Os jornalões e TV´s ainda agem como se estivessem na década de 80, quando detinham o monopólio da informação.

Lembro da eleição de 89, quando a única arma que tínhamos para mostrar a verdadeira face de Fernando Collor eram o boca a boca e alguns jornaizinhos tipo fanzine, que mandávamos imprimir com nossos minguados tostões...

Hoje a maioria esmagadora dos jornalistas tem blogs, e colocam nesses blogs as matérias e informações que não interessam à linha editorial das pocilgas de onde tiram seu sustento.

A Rede Globo não imaginava que o depoimento de seu repórter Victor Haor estaria na rede, desmentindo a versão editada dos fatos exibida por eles?

Então passam atestado de incompetência para atuar nestes tempos de informação instantânea. E teimam em fazer de conta que desconhecem o poder e a velocidade dos blogs...

Quando a briga ainda era Davi contra Golias a situação era uma. Hoje são milhares de Davis contra alguns Golias. A situação está ficando desfavorável para os Golias. E eles ainda não perceberam isso...

. disse...

Esse papo de "escudo humano" não me desce desde sempre.
Tô batendo nessa tecla desde que esse argumento furadíssimo surgiu!

Anônimo disse...

Juvêncio

Esta nota foi assinada pelos dirigentes do três poderes do estado, e, infelizmente, a imprensa dantesca deu pouco caso. Para ciência sua e dos seus leitores. abs

Levi Menezes

Os poderes executivo, legislativo e judiciário do Pará, reunidos nesta data, após avaliarem a conjuntura atual do estado, vêm a público esclarecer:


1- Estão sendo tomadas efetivas providências para a garantia do estado democrático de direito no Pará;

2- Como prova disso, verificamos o esforço que vem sendo feito para cumprimento das decisões judiciais acerca das reintegrações de posse no campo e na cidade;

3- As ações vem sendo realizadas com emprego legal da força e respeito aos direitos humanos;

4- O resultado dessa postura é que o Pará se tornou o estado brasileiro onde ocorreu a maior redução de mortes por conflitos de terras nos últimos dois anos;

5- Os poderes executivo, legislativo e judiciário continuarão atuando de forma independente e harmônica, para garantir a paz, segurança e tranqüilidade a todos aqueles que trabalham e produzem no Pará.


Belém, 25 de abril de 2009.


Ana Júlia de Vasconcelos Carepa
Governadora do Estado do Pará

Domingos Juvenil
Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Pará

Rômulo José Ferreira Nunes
Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará