15.4.09

Fim da Degradação

A desembargadora Eliana Abufaiad, da 4ª Câmara Cível Isolada, manifestando-se em agravo interposto pela Procuradoria Geral do Estado ( PGE Ibraim Rocha) em defesa do Estado, do Movimento República de Emaús (CEDECA) e da sociedade paraense na questão da publicação de imagens degradantes de cadáveres nas páginas policiais das pocilgas, determinou que as empresas Delta Publicidade ( O IVCezal e Amazonia) e Diário do Pará Ltda ( Diário do Pará) deixem de publicar essas imagens.
As pocilgas não vão mais poder realizar esses desejos doentios.

32 comentários:

Anônimo disse...

Ahhh... inaugurando a caixinha, quero dizer que só falta uma notícia assim: "justiça considera improcedente mordaça ao Quinta". Decisões assim são como colocar a imprensa em uma câmara de oxigênio, para matar os organismos anaeróbios que proliferam nas redações.
Abração pra você, Juvêncio!!!
Artur Dias

Anônimo disse...

Acertada decisão da Exma. Desembargadora.
Os jornais há muito vinham publicando as imagens de pessoas evisceradas, com as cabeças cortadas ou perfuradas com balas. Até mesmo houve casos em que se mostrou corpos carbonizados. Imagens que, conforme Lúcio Flávio Pinto em seu Jornal Pessoal, estão bem mais para ilustração de revista científica do Instituto Médico Legal do que para imagens de jornais diários.
Tais imagens chocantes em nada acrescentam caráter informativo, mas somente degradam a imagem dos mortos, traumatizam ainda mais suas famílias e banalizam a violência diária no nosso Estado.
Parabéns pela decisão da Justiça Estadual.

Juvencio de Arruda disse...

Olá, Artur, obrigado pela torcida, que pé de tantos.
Interessante é que parte do embasamento da desembargadora ao acolher o agravo da PGE contra as pocilgas é o mesmo da juíza que deu a liminar à família Sefer: a liberdade de expressão não pode chegar ao nível das imagens que as folhas andam publicando, a degradação, principalemente quendo tem visíveis fins oecuniários e atentam contra a formação da sociedade
Minha defesa vai provar que não é o caso da cobertura do Quinta no caso Sefer.
É neste mundo de nuanças que devem caminhar as questões que envolvem a livre informação, com serenidade e confiança na Justiça.
Abs

Anônimo disse...

Excelente a decisão!
As imagens utilizadas nos jornais diários do Pará, de horrores, com sangue nos cadernos policiais, com a briga entre Diário e Liberal entre quem apresenta mais cadáver, deve ser freada com esta decisão da Desembargadora.
Tais fotos não se comparam com jornais diários deste porte em nenhum local do Brasil.
Por quê no Pará a Justiça deveria admitir este descalabro e desrespeito com os mortos e a sociedade em geral?
Não deve admitir e não admitiu!Esperamos que a decisão se mantenha, dando exemplo de integridade e retidão a Justiça Estadual.

Janjão disse...

Esta decisão foi excelente, porém censurando o Quinta é a mesma coisa cortar o direito de informação que nos é garantido pela Constituição, parceiro conte conosco.

Janjão

ps: solidariedade do nosso amigo

Anônimo disse...

Perguntar não ofende: por que a mesma Justiça não prende o falsário e corrupto Duciomar Costa? É verdade que ele abrigou, nos cabides da Prefeitura de Belém, parentes de juízes e desembargadores que tiveram de ser demitido por causa do nepotismo?

Anônimo disse...

É engraçado como abominar a censura e fazer censura estão se confundindo. Censurar as imagens pode. As atrocidades cometidas no dia-a-dia vão parar só nas páginas dos jornais e vida continua bela. Censura sempre será censura. A juíza censora, errada em ambos os casos, na minha opinião anônima, pelo menos é coerente.

Anônimo disse...

O pessoal adora dourar a pílula. Depois dessa não teremos mais corpos estendidos no chão para os olhos do leitores vendados dos impressos. A Justiça é cega.

Anônimo disse...

A questão não é que não teremos mais os cadáveres, as mortes violentas. Nossa sociedade ainda é violenta e,infelizmente, permanecerá por um bom tempo.
O fato é que tais imagens são violentas e chocantes e ferem a imagem dos mortos e suas famílias.
Já pensou se fossem nossos parentes, nosso pai, mãe (Deus nos livre) que fossem mortos e aparecessem com a cabeça decepada ou com corpo carbonizado na capa do jornal?
Não pode a imprensa expor desta forma as pessoas. Devemos defender o direito de todos os cidadãos, pra que não se exponha e se banalize a violência, como ficou.
Claro que com uma medida dessa não se acabarão as mortes violentas. Mas com certeza se terá o respeito com os cidadãos nas coberturas jornalísticas, com suas imagens sem close nos órgãos perfurados à bala. A função da imprensa é informar, e não denegrir ou escancarar as entranhas de um morto, qualquer que seja a pessoa.

Juvencio de Arruda disse...

Ao anônimo que fez um comentário com crpticoas ao jornalista Lucio Flavio POInto por n~çao abordar as wquestões de cartórios e as mazeaks da UFPA e pedindo pra eu publicar o coemntário, por avor, queira postá-lo novamente.
Ao moderar positivamente outros quatro comentários recusei-o por engano.
Não há problema algum em publcá-lo.
Peço desculpas pelo erro e aguardo a re-postagem.

Anônimo disse...

Parabéns à Meretíssima. A exploração de cadáveres mutilados, além de vexatória às memórias das vítimas e de suas famílias, são feitas apenas com finalidades argentárias, sabendo do sadismo dos leitores de baixo nível cultural.

Anônimo disse...

Das 11:19, é covarde, aviltante, indigno, odioso, repugnante, execrável - não você, que prefere o anonimato- mas o descaramento dos jornais diários de Belém que, incapazes de oferecer algo que preste a seus leitores, ainda expõem cenas grotescas e infelizes da tragédia em que se transformou a vida de tantos dos nossos irmãos paraenses, a maioria deles na faixa dos 18 aos 25 anos, meninos cujos sonhos são roubados pelo crime (o de baixo e o de cima). O que ganhamos com essas cenas?? Nada, absolutamente nada! Mas os Maiorana ganham, os Barbalho também. Não tem justificativa para essa exposição doentia e covarde. Há dias, tentei postar um protesto no site do Diário, a respeito das fotos de um homem esquartejado no Benguí. Sabe o que fizeram? ignoraram meu comentário, embora tenham, antes disso, publicado a opinião nazista e degenerada de um suposto policial militar que apoiava a mutilação de criminosos (os de baixo, é claro). Caro anônimo, não tente confundir as coisas. Você perde tempo, porque, como pode ver, a comunidade blogueira não é composta de imbecis que ficam engolindo asneiras bem encadernadas.
Artur Dias

Anônimo disse...

além da falta de humanidade ao publicar as fotos, os dois jornais ainda fazem uma "apuração" fantasiosa e/ou rasteira dos fatos.
eu já vivi um caso em que um idoso amigo da minha família foi morto ao sair para caminhar, umas 7h da manhã. o diário do pará publicou a foto humilhante e ainda deu a entender que o senhor assassinado estava envolvido em negócios obscuros, que o ato poderia ter sido execução. foi terrível ver a dor de uma família que perdeu um parente, teve a imagem dele exposta para todo o estado e ainda teve que ver publicadas mentiras que denegriam a imagem da vítima.
um absurdo!
eu espero que essa proibição vigore para todo o sempre!!!!

Lafayette disse...

Será, e somente será, que com a proibição da publicação de tais fotografias as vendas cairão?

Será, e somente será, que tais publicações fotográficas visam ou visavam a vendagem, como um incremento (tá mais para escremento) à venda dos jornais?

Será, e somente será, que, o que vende e, verdadeiramente, serve com incremento às vendas é um jornalísmo sério, investigativo, pulsante e bem explicado?

Yúdice Andrade disse...

Parabéns à PGE e à desa. Eliana Abufaiad por suas respectivas e lúcidas atuações.
Um pouco de respeito não custa nada e a todos aproveita.

Anônimo disse...

Desta vez a justiça paraense está de Parabéns. Como jornalista abomino esse tipo de mal jornalismo. Até porque só são expostos os corpos esfacelados dos pobres. Os ricos sempre têm a privacidade resguardadas até depois de mortos. Ou seja, quem for pobre que se quebre.

Anônimo disse...

eita, enfim uma alvíssara nessa terra de ninguém. Já que os donos dos jornais não se mancam, alguém tinha que dar um simancol e setocol pra eles. Essa justiça que age em nome da dignidade humana merece aplausos.

Anônimo disse...

Finalmente uma boa notícia. Já era sem tempo, como é que podia estimular meus filhos a lerem jornal se as páginas pareciam cenas de terror. Grande decisão.

Anônimo disse...

vamos ver... dia desses o Diário publicou a foto apenas de um pé, assim, solto no meio da página... se levarem ao pé da letra "cadáver", eles podem começar uma nova linha de imagens, pedacinho por pedacinho!

Anônimo disse...

Que tristeza, estamos voltando ao tempo da ditadura. Toda censura é censura, e como tal é uma vergonha.Pedro Santiago

Anônimo disse...

"Seu Pedro Santiago", vamos ser coerentes então. Posso levar uns DVDs de sexo bizarro e anal, chamar seus parentes e exibi-los em sua TV? Posso pegar uns filmes "de suspense" fortes, com cenas de horror e passar aos seus filhotes? O que? O senhor vai desligar a TV? Por que? Censura é censura.
Espero em Deus que você não tenha nenhum parente morto pela violência das ruas e esses jornais marrons publicarem fotos sanguinolentas e de mutilações de seus parentes, quem sabe, desnudos, como já saiu no Diário. Espero. Porque o senhor vai deixar. Afinal, "censura é censura".

Parsifal Pontes disse...

Olá Juvêncio,

Noto que alguns estão vendo contradição no fato de hora se condenar a decisão que determinou a retirada das suas postagens e hora se elogiar a decisão que determinou a não publicação das imagens, entendendo que ambos se constituem censura.
São objetos jurídicos de natureza diversa, portanto, sem cabimento na mesma definição.
A liberdade de expressão é o direito de manifestação livre e irrestrito de opiniões, idéias e pensamentos. No momento em que um jornalista se manifesta sobre um fato, construindo o texto a sua maneira, ele está exercendo o direito de se expressar livremente.
Idéias, pensamentos e opiniões são de propriedade intelectual de quem as emite.
A publicação de fotografias, principalmente aquelas que retratam pessoas, não tem amparo irrestrito na seara dos direitos individuais, e, em alguns casos, deve ser autorizada por quem ali está impresso.
Eu não tenho a garantia constitucional de que não se fale mal de mim, mas tenho o direito de ter a minha imagem protegida.
Todavia, não tenho a garantia de que não se façam caricaturas da minha imagem e nem o direito de censurar quem a desenha: a caricatura é uma opinião gráfica e por isto está inserida na liberdade de expressão.
Não podemos achar que fotografias de cadáveres mutilados são opiniões, idéias ou pensamentos dos jornais que as publicam: são fotografias de cadáveres mutilados.
Estas fotografias, pelo fato de terem sido tomadas pelo jornal, não quer dizer que sejam propriedade dele. Eles não poderiam delas fazer uso sem a autorização daqueles que lhes detêm o protetorado.
Até mesmo com a autorização de quem pode dar, imagens deste tipo devem ter exposição cuidadosa, a fim de proteger pessoas que ainda não possuem maturidade psicológica para observá-las, e é aí que se pode ter fundamentado o despacho.

Obrigado,

Parsifal Pontes

Juvencio de Arruda disse...

Boa tarde deputado.

Seus conhecimentos disseram o que não conseguir dizer em meu comentário das 10:47, nesta caixinha.
Muito obrigado pelo esclarecimento, que concordo integralmente.
By the way, tentei mandar-lhe um e.mail de agradecimento ao seu comentário no post Júiza Ordena Retirada de Posts, de segunda à tarde.
Na hora que abriu a caixinha do hotmail, verifiquei que apenas o de minha companheira estava habilitado. Como não tenho Hotmail e desconheço a senha, perdi o comentário.
Se não se importar, como tenho um assunto pra resolver amanhã na AL, far-lhe-ei uma rapidíssima visita ao seu gabinete, não me importando se sua agenda estiver congestionada e não puder falar pesoalmente. Nesta caso, deixo um recado de próprio punho.
Abs

Anônimo disse...

censura é censura e como tal tudo que é censurado é censura, portanto censura é censura. Não existe censura boa ou má, tudo é censura.

Juvencio de Arruda disse...

O jumento não é burro.
Só bastante parecido.

Anônimo disse...

Vejam como são as coisas: A Juiza censurou o BLOG 5ª Emenda e protestamos contra este fato. A Juiza censurou os jornais e é elogiada pela grande maioria. Censura em qualquer parte do mundo é censura e censura é uma coisa que nunca deveria existir.

Anônimo disse...

Então que não se censure a seguinte opinião: o comentário acima, das 3.59 foi feito por um energúmeno que não diferencia a liberdade de imprensa da liberdade maior do cidadão em sua privacidade. Em suma, o referido jumento (apud Juca) não censuraria a foto de sua mãe pelada na imprensa marrom.

Anônimo disse...

então vamos liberar a apologia ao nazismo que inclusive é considerado crime federal, essa falácia dessa "liberdade de expressão" é perigosa, basta ver a complicada 2ª emenda da constituição americana, que garante o direito de se proferir qualquer coisa, inclusive absurdos que atentam contra a dignidade das minorias, do tipo "preto não é gente", "homosexualismo é doença" e outras pérolas pronunciadas por mentes retrógradas que se escondem atrás da tal "liberdade de expressão", liberdade não é caos, é uma responsabilidade maior

João Carlos Rodrigues disse...

Juca,

A decisão vale também para jornais do interior, que fazem igual ou pior que as "pocilgas" da capital?

Um grande abraço!

Juvencio de Arruda disse...

Somente para as da capital, embaixador João.
Abs

Jubal disse...

Juca, a ANJ concena a censura prévia a jornais paraenses bem aqui: http://oglobo.globo.com/blogs/amazonia/posts/2009/04/15/anj-condena-censura-previa-jornais-paraenses-177643.asp.

Claro que deve ser porque os Sanguinários devem ser sangue de seu sangue.
Abs

Juvencio de Arruda disse...

Eu li, mestre Jubalino.
Não deixa de ser interesante qie o pará, na mesma semana, es6aja na ribalta nacional com o tema Censura.
No Quinta e nas pocilgas.
Oportunidade rara para debater o tema.
Seria ótimo se algumas instituições chamassem a sociedade para este debate.
Abs